Ratinho afirma que sensacionalismo dá audiência, mas ninguém quer patrocinar

O apresentador Carlos Roberto Massa, conhecido como Ratinho, está entre as grandes figuras da televisão brasileira. Em entrevista à TV Press, ele contou sua história, que começou na política e mas logo chegou à TV como repórter do programa policial "Cadeia".

Atualizado em 20/03/2014 às 17:03, por Redação Portal IMPRENSA.

conhecido como Ratinho, está entre as grandes figuras da televisão brasileira. Em entrevista à TV Press, ele contou sua história, que começou na política e mas logo chegou à TV como repórter do programa policial "Cadeia". Entretanto, para ele, o sensacionalismo não vende mais. "Ele dá audiência, mas ninguém de peso quer patrocinar".
Crédito:Divulgação Apresentador diz que sensacionalismo dá audiência, mas ninguém quer patrocinar
O apresentador conta que aprendeu a fazer televisão com o tempo e configura a atração que comanda no SBT — "Programa do Ratinho" — como um tipo de circo popular, no qual se integram o humor, a música e muitas interrupções de merchandising.

" O conteúdo dos meus programas foi assimilando outras linguagens e tons. Quando troquei a Record pelo SBT, ainda investi forte no sensacionalismo porque eu queria conquistar e fidelizar a minha audiência. Mas, aos poucos, fui mudando. Sem perder o público, fui tirando o foco da violência gratuita", relatou o apresentador.

A mistura de diversas formas para conduzir a atração faz parte de sua trajetória. "Hoje em dia, sou categórico: coisa séria no meu programa faz a audiência cair. Comecei na tevê misturando jornalismo policial e brincadeira. Isso fez todo o diferencial. Se fosse sério igual ao Datena, continuaria fazendo policialescos até hoje".
O apresentador ainda diz que é desorganizado e que isso tornou-se um ponto forte de sua presença na TV. "Não me importo com figurino, com a minha imagem, posicionamento de câmera e outras besteiras. É o jeito que eu sei fazer. Mas mudei muito ao longo dos anos", conclui.