Rádio Globo de Honduras volta ao ar com execução do hino nacional

Rádio Globo de Honduras volta ao ar com execução do hino nacional

Atualizado em 20/10/2009 às 14:10, por Redação Portal IMPRENSA.

Horas após o anúncio do fim das restrições à imprensa hondurenha por parte do governo golpista, a Rádio Globo de Honduras, fechada desde o último dia 22 de setembro, voltou ao ar. Por ter seus equipamentos confiscados no dia 28 de setembro em razão de seu apoio ao presidente deposto, Manuel Zelaya, suas transmissões eram realizadas via .
O reinício das transmissões via radiodifusão, de acordo com a agência de notícias AP, aconteceu às 11h do horário local. O primeiro som pronunciado pela rádio foi o hino de Honduras, seguido dos pronunciamentos de seu proprietário e diretor, Alejandro Villatoro e o jornalista David Romero, respectivamente.
O anúncio do fim do estado de sítio não foi o único motivador da volta às transmissões. Para David Romero, a presença do Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas (ONU) para Direitos Humanos no país, desde a última segunda, garantiu o retorno da programação. "Aproveitamos a presença da ONU para reabrir", disse, acrescentando que, mesmo com o respaldo da ONU, a rádio funciona em regime de autocensura. "Pedimos a todos que evitem adjetivos qualificativos, palavras grosseiras e qualquer tipo de violência verba". O apelo de Romero remete a um decreto adicional vigente há oito dias que prevê o fechamento das empresas de comunicação que "incitarem a anarquia", em uma clara ameaça aos veículos zelaystas.
Os equipamentos da Globo Honduras ainda não foram devolvidos pelo governo de facto. "Estamos na Justiça atrás disso", disse Romero. A Agência Estado lembra que a Rádio Globo foi alvo de duras críticas por ter insinuado uma conspiração judaica em seu país e por ter exaltado Adolf Hitler.
A rádio e a emissora de TV do Grupo Canal 36 Cholusat Sur voltaram ao ar no fim da tarde da última segunda.
"Problemas técnicos"
A suspensão do estado sítio tinha sido anunciada pelo governo de facto de Roberto Micheletti no último dia 5, mas para que o ato fosse reconhecido teria de ser publicado no Diário Oficial hondurenho, o que ocorreu só na última segunda-feira (19), de acordo com o próprio presidente golpista, por problemas com a "impressora" que seria usada no processo.
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