Rádio criada por refugiados ganha sinal FM em cidades alemãs

A emissora Refugee Radio Network (RNN), criada por e para refugiados no fim de 2014, em Hamburgo, opera agora em sinal FM de várias cidades alemãs.

Atualizado em 11/04/2016 às 18:04, por Redação Portal IMPRENSA.

e para no fim de 2014, em Hamburgo, opera agora em sinal FM de várias cidades alemãs. Antes, a programação era gravada com um celular e disponibilizada nas redes sociais.
Crédito:Reprodução Emissora foi criada por refugiados cansados de notícias negativas sobre eles
De acordo com a EFE, a rádio é ouvida por cerca de 40 mil pessoas diariamente. Os fundadores, três refugiados nigerianos, queriam dar voz às vidas e histórias de pessoas que cruzam as fronteiras continuamente.
Um deles é o engenheiro e ativista político Larry Maculay. Ele deixou seu país rumo à Líbia para fugir da guerra. Em maio de 2011, chegou à Europa com outros 1.355 refugiados. Ficou dois anos na ilha italiana de Lampedusa, até conseguir a solicitação de asilo.
"As pessoas pensam que os refugiados são pobres, terroristas e que queremos tirar trabalho [dos europeus], e não é assim. O povo só quer se salvar", lamenta. Ele e os colegas Asuquo Udo e Sammies Bones cansaram de ver informações "negativas" sobre os imigrantes.
A emissora foi criada com o que tinham, usando equipamentos básicos e celulares. Redes sociais como Facebook, Skype e YouTube serviam de divulgação dos programas em inglês. A rádio cresceu e agora pode ser ouvida ao vivo de Hamburgo, Berlim, Marburg e Stuttgart.
Os criadores do projeto também contam com a colaboração de refugiados, transmissão de atrações na TV e internet, além de eventos e palestras em universidades. "Não gostamos de trabalhar sentados em uma cadeira, é preciso se movimentar", explica Maculay.