Racha entre integrantes pode decretar o fim do grupo "Procure Saber"
O grupo "Procure Saber", que reúne artistas e compositores como Roberto Carlos, Gilberto Gil, Chico Buarque e Caetano Veloso, pode chegarao fim diante do racha entre os integrantes em razão da forma como tem sido conduzida a polêmica sobre as biografias não autorizadas.
Segundo a de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo , há dúvidas sobre a data em que a associação será desmanchada, uma vez que para participar da discussão das biografias no STF (Supremo Tribunal Federal), os artistas precisam ser representados por uma entidade. Apesar do impasse, os integrantes têm como foco a ida ao Congresso, onde esperam emplacar suas principais teses.
A colunista afirma que o "Procure Saber" nasceu rachado sobre o tema das biografias, conforme ela mesmo havia noticiado em junho. No último domingo (3/11), a divisão da entidade ficou evidente após Caetano Veloso criticar a posição de Roberto Carlos em seu em O Globo .
"Pode-se dizer que Roberto Carlos esteja se dirigindo ao público num tom de quem admite que o tema seja discutido, não como quem veta a hipótese de qualquer relativização da obrigatoriedade de autorização prévia. Mas isso porque Roberto era tido e sabido como o inimigo número um da invasão da privacidade. É notório que não era o meu caso, mas também ficou claro não ser o de Gil, Paulinha ou Djavan, por exemplo", comenta o compositor.
Caetano Veloso revela que havia se posicionado contra a exigência prévia para biografias, mas que continua acreditando na necessidade de mudanças nos artigos 20 e 21 do Código Civil. O artista comenta a importância da discussão na sociedade sobre o tema e crê em avanços.
Entretanto, finaliza o texto criticando duramente a postura de Roberto Carlos, que concedeu entrevista ao "Fantático" apresentando um tom mais moderado sobre o tema, sendo ele o mais visceral com relação à causa desde o início.
"E RC só apareceu agora, quando da mudança de tom. Apanhamos muito da mídia e das redes, ele vem de Rei. É o normal da nossa vida. Chico era o mais próximo da posição dele; eu, o mais distante. De minha parte, apesar de toda a tensão, continuo achando que estamos progredindo. Assunto global quente, o Brasil não pode tratar tolamente", conclui.
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