Quorum certo

Quorum certo

Atualizado em 28/02/2011 às 15:02, por Igor Ribeiro Editor-Executivo e  Enviado à Brasília.

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O 2010 de Ana Amélia Lemos começou e terminou com reviravoltas. Há um ano, a jornalista anunciava seu afastamento do Grupo RBS e sua candidatura ao Senado, ideia há muito gestada, mas sempre adiada por falta de afinidade partidária. Apoiada pelo marido e ex-senador Octávio Cardoso, aderiu ao PP e iniciou a campanha disputando o terceiro lugar das intenções de voto com Abgail Pereira, do PCdoB. Entre agosto e setembro, aconteceu a segunda reviravolta: Ana Amélia passou a liderar as pesquisas, passando Paulo Paim (PT), que tinha Lula como cabo eleitoral, e o ex-governador Germano Rigotto (PMDB). "O eleitor não vota em quem não conhece e Ana Amélia era conhecida de grande parte do eleitorado gaúcho por sua atuação como jornalista", diz trecho de monografia do jornalista Murilo Matias, que estudou a campanha da candidata.

Jornalista de presença marcante na TV, no rádio e em veículos impressos gaúchos há décadas, a senadora tomou posse em fevereiro graças a 3.401.241 votos. Elegeu-se em segundo lugar, 400 mil votos atrás de Paim, com leve queda na reta final relacionada a Yeda Crusius (PSDB). Candidata da coligação à reeleição pelo governo do RS, a tucana tinha alto índice de rejeição e atrelou-se à imagem nova e em ascensão da jornalista. Mas a impopularidade da tucana não foi maior que a popularidade de Ana Amélia.

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