Queridinho do Facebook, Mentor Neto lança livro com coletânea de crônicas cotidianas
Quando o diretor de arte Mentor Muniz Neto começou a publicar crônicas sobre o cotidiano no blog “Não Conte para a Mamãe” em 1998,não imaginava que quase 20 anos depois veria seus textos reunidos num livro.
Atualizado em 05/08/2015 às 14:08, por
Vanessa Gonçalves.
Mentor Muniz Neto começou a publicar sobre o cotidiano no blog “Não Conte para a Mamãe” em 1998, não imaginava que quase 20 anos depois veria seus textos reunidos num livro.
O fato é que as histórias de Neto ganharam espaço nas redes sociais, especialmente no Facebook, conquistando uma legião de fãs e leitores que acompanham diariamente as peripécias de um cidadão comum, que usa uma pitada ironia e outra de humor para falar sobre as coisas comuns do dia a dia.
Crédito:Divulgação Diretor de arte lança livro com coletânea de crônicas publicadas na internet
De queridinho da internet, Neto agora ganha espaço nas estantes de seus fãs com o lançamento de “Ódio, raiva, ira e outros prazeres diários”, que chega às livrarias nesta quarta-feira (5/8).
O incentivo para transformar o que era um hobby em coisa séria veio do fotógrafo e amigo J.R. Duran que o convenceu com a máxima: “nenhuma mídia digital tem a mesma importância de um livro”.
À IMPRENSA, o diretor de arte/escritor conta que ao contrário dos profissionais de criação, sempre gostou de escrever. “É vício antigo, desde criança, sempre gostei de escrever ficção”. Porém, revela, que quando começou a aventura na internet, “por vício profissional” passou perceber que suas observações e informações sobre consumidores poderiam render algumas crônicas. Daí para frente, Neto foi se desenvolvendo como cronista, embora tenha adotado este formato apenas dois ou três anos atrás.
IMPRENSA - Você se tornou um cronista do cotidiano e tem uma legião de fãs. Na sua opinião, o que faz com que as pessoas gostem tanto dos seus textos?
MENTOR NETO - Acho que dois fatores. O primeiro é que as crônicas que escrevo hoje, consequência desse início que descrevi acima, falam de fatos corriqueiros do dia, o que cria fácil identificação com o leitor. Segundo que o Facebook, além do seu fantástico alcance, parece ter uma enorme carência de conteúdo original. Se você passar os olhos por um mural padrão, vai ver uma infinidade de posts copiados, as tais fotos de gatinho, por exemplo. Assim, acho que minhas crônicas, mesmo sendo longas para o Facebook, acabaram tendo um bom público.
Como surgiu a ideia do livro?
O livro é uma coletânea das crônicas do Facebook. A ideia, ou o empurrão final, foi do J.R. Duran que me lembrou que um livro é mais do que um conjunto de textos. É um objeto, perene. Então me animei a publicar.
Crédito:Divulgação Obra privilegia textos sobre o cotidiano
Como foi a seleção dos textos para o livro?
Acho que os que mais gosto também são os que ganharam mais “curtidas” no Facebook. Então a seleção foi pelos que eu acho que mais representam o que gosto de escrever. Deixei de fora os textos políticos e os que têm mais de dois anos.
A obra também traz ilustrações. Elas foram produzidas para os textos ou aleatoriamente?
As ilustrações são um trabalho à parte. Um passatempo de reunião. Mas quando estava selecionando os textos, achei que algumas poderiam ilustrar alguns dos textos. No final, acho que as ilustrações nem sempre estão associadas às crônicas. Mas gostei do resultado final.
Com essa profusão de conteúdo na internet, especialmente nas redes sociais, qual o segredo para se destacar sem fazer o mais do mesmo?
Não faço ideia. Ou melhor. Acho que o conteúdo original tem sempre espaço. Aí é uma questão de frequência e, de vez em quando, acertar um texto que acerte o “tempo" dos memes que estão no ar e do imaginário do leitor. Porque às vezes um único texto consegue milhares de curtidas e atraem centenas de seguidores. E aos poucos se vai ampliando a audiência. Mas a receita para acertar esse timing, infelizmente, não tenho.
Qual sua expectativa com o lançamento do livro? Acha que ele pode alavancar a audiência na internet?
Acho que a audiência na internet é que pode alavancar a venda do livro, isso sim. Tem novos projetos na gaveta?
Projeto de verdade, não tenho. Pretendo continuar escrevendo e pintando. Quem sabe outro livro daqui um tempo.
O fato é que as histórias de Neto ganharam espaço nas redes sociais, especialmente no Facebook, conquistando uma legião de fãs e leitores que acompanham diariamente as peripécias de um cidadão comum, que usa uma pitada ironia e outra de humor para falar sobre as coisas comuns do dia a dia.
Crédito:Divulgação Diretor de arte lança livro com coletânea de crônicas publicadas na internet
De queridinho da internet, Neto agora ganha espaço nas estantes de seus fãs com o lançamento de “Ódio, raiva, ira e outros prazeres diários”, que chega às livrarias nesta quarta-feira (5/8).
O incentivo para transformar o que era um hobby em coisa séria veio do fotógrafo e amigo J.R. Duran que o convenceu com a máxima: “nenhuma mídia digital tem a mesma importância de um livro”.
À IMPRENSA, o diretor de arte/escritor conta que ao contrário dos profissionais de criação, sempre gostou de escrever. “É vício antigo, desde criança, sempre gostei de escrever ficção”. Porém, revela, que quando começou a aventura na internet, “por vício profissional” passou perceber que suas observações e informações sobre consumidores poderiam render algumas crônicas. Daí para frente, Neto foi se desenvolvendo como cronista, embora tenha adotado este formato apenas dois ou três anos atrás.
IMPRENSA - Você se tornou um cronista do cotidiano e tem uma legião de fãs. Na sua opinião, o que faz com que as pessoas gostem tanto dos seus textos?
MENTOR NETO - Acho que dois fatores. O primeiro é que as crônicas que escrevo hoje, consequência desse início que descrevi acima, falam de fatos corriqueiros do dia, o que cria fácil identificação com o leitor. Segundo que o Facebook, além do seu fantástico alcance, parece ter uma enorme carência de conteúdo original. Se você passar os olhos por um mural padrão, vai ver uma infinidade de posts copiados, as tais fotos de gatinho, por exemplo. Assim, acho que minhas crônicas, mesmo sendo longas para o Facebook, acabaram tendo um bom público.
Como surgiu a ideia do livro?
O livro é uma coletânea das crônicas do Facebook. A ideia, ou o empurrão final, foi do J.R. Duran que me lembrou que um livro é mais do que um conjunto de textos. É um objeto, perene. Então me animei a publicar.
Crédito:Divulgação Obra privilegia textos sobre o cotidiano
Como foi a seleção dos textos para o livro?
Acho que os que mais gosto também são os que ganharam mais “curtidas” no Facebook. Então a seleção foi pelos que eu acho que mais representam o que gosto de escrever. Deixei de fora os textos políticos e os que têm mais de dois anos.
A obra também traz ilustrações. Elas foram produzidas para os textos ou aleatoriamente?
As ilustrações são um trabalho à parte. Um passatempo de reunião. Mas quando estava selecionando os textos, achei que algumas poderiam ilustrar alguns dos textos. No final, acho que as ilustrações nem sempre estão associadas às crônicas. Mas gostei do resultado final.
Com essa profusão de conteúdo na internet, especialmente nas redes sociais, qual o segredo para se destacar sem fazer o mais do mesmo?
Não faço ideia. Ou melhor. Acho que o conteúdo original tem sempre espaço. Aí é uma questão de frequência e, de vez em quando, acertar um texto que acerte o “tempo" dos memes que estão no ar e do imaginário do leitor. Porque às vezes um único texto consegue milhares de curtidas e atraem centenas de seguidores. E aos poucos se vai ampliando a audiência. Mas a receita para acertar esse timing, infelizmente, não tenho.
Qual sua expectativa com o lançamento do livro? Acha que ele pode alavancar a audiência na internet?
Acho que a audiência na internet é que pode alavancar a venda do livro, isso sim. Tem novos projetos na gaveta?
Projeto de verdade, não tenho. Pretendo continuar escrevendo e pintando. Quem sabe outro livro daqui um tempo.





