Quer adrenalina? Então faça um evento corporativo

Quer adrenalina? Então faça um evento corporativo

Atualizado em 04/08/2010 às 18:08, por Lucia Faria.

Eventos corporativos representam uma grande fatia do mercado da comunicação e, para muitas empresas, uma excelente oportunidade de levar a marca diretamente ao público-alvo. Mesmo ciente disso, por favor, não me convidem para atuar nessa área, como já tentaram me persuadir há algum tempo. Indico essa atividade para aqueles que amam viver no risco, na ponta da navalha. Adrenalina a cada instante.
Fazer um evento é ter uma responsabilidade imensa sobre uma série de profissionais envolvidos. Nada pode dar errado e a confiança deve ser profunda em cada fornecedor. Em um jantar com boa parte do PIB brasileiro a mesa dos pratos despencou entre os convidados para lá de vips. Em outra ocasião, o cliente investiu R$ 20 mil em um vídeo que na hora cismou de ficar mudo. E olha que foi tudo testado previamente, com resultado perfeito antes de a festa começar. Um simples fio desconectado por acidente levou ao ralo alguns bons reais.
Quem quiser saber mais sobre problemas em eventos é só conversar com quem atua na área. Eles têm centenas de histórias curiosas e, algumas vezes, trágicas. O pior é que muitos clientes só se lembram dos organizadores do evento quando acontece algum problema. É mais ou menos como a vida de revisor de texto: só percebemos seu trabalho quando o erro aparece na página da revista.
Se você pretende trabalhar nessa área, saiba que sua vida será de total abnegação. Sábados, domingos e feriados? Esqueça. Muitas noites serão compartilhadas com desconhecidos em pavilhões de exposições, na montagem de palcos, nos cenários surpreendentes. Aliás, a palavra "surpreendente" será aquela que você mais vai ouvir dos clientes. Nessa área de eventos, ninguém quer a mesmice, o comum. Você será muito cobrado por projetos inovadores, coisas fora do comum, lugares distintos. Haja criatividade!
Já tive essa conversa com vários profissionais de eventos. Muitos reclamam, mas não encontrei um ainda que não gostasse do que faz. Em geral, é justamente essa adrenalina que os impulsiona. Abatidos, completamente esgotados durante o evento, eles celebram no final o sucesso da empreitada. E, se por acaso, algo der errado e o mundo desabar nas suas contas, ele saberá dar a volta por cima e se recuperar até o próximo evento. Admiro-os.