"Quem gosta de informação vai buscar em qualquer lugar", diz editor do site da revista Capricho
"Quem gosta de informação vai buscar em qualquer lugar", diz editor do site da revista Capricho
"Quem gosta de informação vai buscar em qualquer lugar", diz editor do site da revista Capricho
PorOs jornalistas não conseguem estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Essa é a opinião de Phelipe Cruz, editor do site da revista Capricho e um grande defensor do jornalismo participativo. "Quem ganha com isso são os leitores, que ficam mais bem informados com essa galera reportando".
Phelipe não é daqueles que diz que já nasceu jornalista ou que sempre soube que iria trabalhar em um grande jornal ou revista. Pelo contrário, ele afirma que queria ser publicitário - antes de perceber que não seria feliz se fizesse isso pelo resto da vida - e se encontrou mesmo somente quando descobriu o webjornalismo.
Como editor do site de uma das principais revistas destinada ao público jovem, o jornalista explicou ao Portal IMPRENSA quais são os maiores prazeres e desafios de fazer jornalismo "em tempo real".
Portal IMPRENSA: Quando você começou sua carreira de jornalista? Por que escolheu, inicialmente, o jornalismo como profissão?
Phelipe Cruz: Eu não escolhi o jornalismo de início. Escolhi publicidade, mas percebi que eu iria odiar se fosse fazer aquilo pelo resto da minha vida. Acabei me formando em jornalismo e só fui tomar gosto mesmo pela profissão quando descobri o webjornalismo.
IMPRENSA: Qual é a área do jornalismo que mais lhe interessa?
PC: Jornalismo de internet.
IMPRENSA: Você acredita que o jornalismo participativo pode acabar com a carreira dos profissionais da mídia?
PC: Claro que não. Quem colabora com os grandes jornais ou sites enviando fotos, textos, etc., nem sempre têm a mesma visão ou qualidade de reportagem que um jornal oferece. Eu acho o máximo o jornalismo colaborativo e isso só ajuda os profissionais da mídia, que não conseguem estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Quem ganha com isso são os leitores, que ficam mais informados com toda essa galera informando e reportando.
IMPRENSA: Como funciona a redação de uma revista destinada ao público jovem?
PC: Funciona como qualquer outra redação. A única diferença é que ela é mais barulhenta, mais animada e mais relax. Acontece muita troca de idéia, opinião, informação e estamos sempre ligados em tudo que acontece na internet, na TV e nos blogs.
IMPRENSA: Você acredita que as novas tecnologias vão, como afirmam os mais pessimistas, acabar com as mídias impressas, a começar com as revistas?
PC: Acredito que não. O papel nunca vai morrer, mas é fato que ele já está perdendo leitores para a internet, celular, etc. O legal é que a informação, o conteúdo, isso nunca acaba. Quem está fazendo jornal ou revista atualmente pode ser que comece a escrever, futuramente, em outras plataformas. Não vejo nenhum drama nisso. Quem gosta de revista, vai sempre comprar revista. Quem gosta de informação, vai buscar por isso em qualquer lugar.
IMPRENSA: Qual é a diferença de trabalhar na " Capricho da internet"?
PC: Não tem muita diferença. O que muda é que a gente é mais "quente" que a revista e sabe, na hora, o que a menina achou de uma matéria através dos comentários. Outra coisa diferente é que nós abrangemos mais coisas que a revista acaba não dando: cobertura de shows, fotos polêmicas, vídeos incríveis, etc. É um trampo desgraçado.
IMPRENSA: Na sua opinião, a internet é mesmo o destino do jornalismo contemporâneo?
PC: Sim. Não só a internet, mas também o celular e talvez a televisão que vai unir isso tudo futuramente. Acho que a internet abriu essa possiblidade. Agora, quaisquer outras plataformas que acessam a internet podem receber informação. É um mundo de possibilidades.
IMPRENSA: Você acha que todos os jornalistas deveriam ter um blog voltado para a notícia? Ou acredita que os blogs devem ser mais leves, com mais entretenimento, assim como o seu "papelpop"?
PC: Acho que qualquer pessoa devia ter um blog. Não só um jornalista, mas qualquer pessoa que precisa contar algo, informar, desabafar, entreter. Mas o blog é um bom treino para um jornalista iniciante que precisa praticar a profissão. No blog você é seu próprio editor e tem toda a liberdade para informar sobre o que quiser. É libertador.
para acessar o blog de Phelipe Cruz.






