Quem acredita na isenção?
Quem acredita na isenção?
Recentemente um repórter me entrevistou a respeito de Comunicação Corporativa e lascou a pergunta no ar: como é possível ser isento em sua área? Pega de surpresa, mas sem perder a pose, devolvi a pergunta: em Comunicação, de maneira geral, quem é realmente isento? Alguém consegue andar por aí com uma camiseta "100% isento"? Difícil acreditar.
Isso não significa, no entanto, falta de ética ou de caráter. Estamos todos - inclusive os colegas das redações - a serviço de uma corporação, que tem seus interesses comerciais. No caso dos profissionais de Comunicação Corporativa, ou outro nome que se dê à função, precisamos ser claros ao mostrar aos clientes os caminhos da coerência e da transparência. Começa com o respeito aos jornalistas ao transmitir notícias relevantes, com conteúdo e sem criação de factóides. Passa também por uma comunicação consistente com funcionários, com a comunidade e outros públicos de interesse.
Como intermediários nessa relação com imprensa, precisamos facilitar ao máximo o trabalho de repórteres, pauteiros e editores. Dar suporte, oferecer fontes, sugerir abordagens diferenciadas, sempre com critério e profissionalismo. Aos jornalistas cabe questionar as informações oferecidas, cobrar ligação entre discurso e prática do entrevistado, duvidar acima de tudo. A palavra-chave é ética, independentemente do lado do balcão.






