Quedas
Quedas
Pontes ali, aviões aqui. Paródias sobre um mundo em declínio.
Os desabamentos da ponte sobre o rio Mississipi, nos EUA e, nesta terça-feira, 14, outra sobre o rio Tuo, na China, mostram um problema ainda maior: estruturas que não suportam o crescimento.
Por isso, não podemos nos chamar de agentes da evolução. Se a humanidade houvesse evoluído, usaríamos da grande qualidade que o ser racional possui: a de planejar, pensar e traçar cada passo, prevendo suas conseqüências.
A China é um caso à parte. Ou, às partes. Centenas de pontes estão sob suspeitas, todas construídas com falhas estruturais. Um país que se tornou um monstro com mais cabeças do que se poderia imaginar.
No Brasil, o sistema aéreo, com seu intenso número de vôos programados, carrega uma intensidade de problemas também. Aqui, além do transporte, outras tantas áreas sofrem acidentes semelhantes. Na educação, temos um ensino público que não abrange toda população carente; e, quando abrange, não de forma eficaz. Na energia, um abastecimento precário que não cobre todo o território. E continuamos construindo edifícios gigantescos e shoppings. Afinal, é o setor que mais cresceu no país em 2006.
Desleixo, irresponsabilidade, desorganização. Sejam quais as razões, a falta de compromisso na base terminando em .
Chineses e brasileiros deveriam fazer tal os alemães: querer derrubar muros, não fazê-los sem querer.






