“Que vergonha sindicato”, diz apresentadora sobre evento com ativistas na sede da entidade
Isabele Benito critica o evento promovido pelo Sindicato dos Jornalistas do Rio com pais de ativistas e advogados. Entidade defende diálogo.
Atualizado em 29/07/2014 às 17:07, por
Christh Lopes*.
Em encontro realizado no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, pais de ativistas e advogados criticaram duramente a cobertura da imprensa durante as manifestações ocorridas desde junho do ano passado. Em contrapartida, os comunicadores rebateram. O debate, que ganhou destaque na imprensa, foi criticado pela apresentadora do “SBT Rio”, Isabele Benito. “Dedo na cara desse sindicato de ‘merreca’ dos jornalistas”, disse.
Crédito:Reprodução Apresentadora criticou sindicato por receber manifestantes que agrediram jornalistas
Na edição da última segunda-feira (28/7), a jornalista se exaltou ao comentar o encontro sediado pela entidade de jornalistas. “É dedo na cara para essa presidente que recebe os caras dentro da nossa casa, dentro da nossa sala, do nosso auditório”, afirmou. Ela é colega do cinegrafista Tiago Ramos, agredido por manifestantes um dia antes do evento, na quinta (24/7).
De acordo com a apresentadora, o evento não deveria ser feito no sindicato devido aos ataques que os jornalistas sofrem dos ativistas. “Vou ser corporativista, sim senhor. É a minha classe que desde junho está tomando porrada na rua. Os repórteres estão voltando assustados com o olho arregalado e ficamos pensando no que falar com medo de ser ameaçados...”, declarou.
A apresentadora avaliou o encontra na sede da entidade como uma “desmoralização”. “Eles têm o punho fechado para falar seja o que for... temos a voz, integridade, família, temos trabalho, diploma, câmera e microfone. E vocês não têm vergonha na cara”.
Por fim, a jornalista ressalta que o caso é um alento para a união dos profissionais de comunicação. “Eu só espero que, com tudo isso, a nossa classe se una para acabar com a ameaça. Que vergonha sindicato, que vergonha”, concluiu.
Em resposta, a entidade diz que não acompanhou a opinião da apresentadora e que não pretende comentar nada a respeito.
Primeiro passo é o diálogo
À IMPRENSA, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Munícipio do Rio de Janeiro ressalta que o evento não foi organizado pela entidade. O auditório do local é destinado justamente para encontros promovidos por movimentos sociais e associações, o que é considerado uma tradição.
Sobre o polêmico encontro, a entidade afirma que a ação pretende estabelecer um diálogo entre a ala de manifestantes e jornalistas. A ideia seria justamente discutir os pontos em conflito entre ambos. Ao considerar o episódio como bem-sucedido, o sindicato afirma que ofereceu apoio assim como disponibiliza aos demais eventos.
Na avaliação do sindicato, a confusão já era algo esperado, uma vez que a tentativa de diálogo é “muito difícil”. Os confrontos ocorreram em dois momentos distintos. Na primeira oportunidade, uma repórter da Globonews comentou que se sentia ameaçada na rua e que naquela semana sofreu um episódio em que foi agredida verbalmente por manifestantes. Em resposta, a ativista Sininho levantou o tom e “isso gerou uma confusão”.
Assista ao vídeo:
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves
Crédito:Reprodução Apresentadora criticou sindicato por receber manifestantes que agrediram jornalistas
Na edição da última segunda-feira (28/7), a jornalista se exaltou ao comentar o encontro sediado pela entidade de jornalistas. “É dedo na cara para essa presidente que recebe os caras dentro da nossa casa, dentro da nossa sala, do nosso auditório”, afirmou. Ela é colega do cinegrafista Tiago Ramos, agredido por manifestantes um dia antes do evento, na quinta (24/7).
De acordo com a apresentadora, o evento não deveria ser feito no sindicato devido aos ataques que os jornalistas sofrem dos ativistas. “Vou ser corporativista, sim senhor. É a minha classe que desde junho está tomando porrada na rua. Os repórteres estão voltando assustados com o olho arregalado e ficamos pensando no que falar com medo de ser ameaçados...”, declarou.
A apresentadora avaliou o encontra na sede da entidade como uma “desmoralização”. “Eles têm o punho fechado para falar seja o que for... temos a voz, integridade, família, temos trabalho, diploma, câmera e microfone. E vocês não têm vergonha na cara”.
Por fim, a jornalista ressalta que o caso é um alento para a união dos profissionais de comunicação. “Eu só espero que, com tudo isso, a nossa classe se una para acabar com a ameaça. Que vergonha sindicato, que vergonha”, concluiu.
Em resposta, a entidade diz que não acompanhou a opinião da apresentadora e que não pretende comentar nada a respeito.
Primeiro passo é o diálogo
À IMPRENSA, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Munícipio do Rio de Janeiro ressalta que o evento não foi organizado pela entidade. O auditório do local é destinado justamente para encontros promovidos por movimentos sociais e associações, o que é considerado uma tradição.
Sobre o polêmico encontro, a entidade afirma que a ação pretende estabelecer um diálogo entre a ala de manifestantes e jornalistas. A ideia seria justamente discutir os pontos em conflito entre ambos. Ao considerar o episódio como bem-sucedido, o sindicato afirma que ofereceu apoio assim como disponibiliza aos demais eventos.
Na avaliação do sindicato, a confusão já era algo esperado, uma vez que a tentativa de diálogo é “muito difícil”. Os confrontos ocorreram em dois momentos distintos. Na primeira oportunidade, uma repórter da Globonews comentou que se sentia ameaçada na rua e que naquela semana sofreu um episódio em que foi agredida verbalmente por manifestantes. Em resposta, a ativista Sininho levantou o tom e “isso gerou uma confusão”.
Após os ânimos se exaltarem, a entrevista transcorreu naturalmente. No entanto, na resposta de um advogado sobre o comportamento da mídia, os ativistas que acompanhavam o evento manifestaram um cântico comum nas ruas, que pode ter sido incompreendido pelo grande público ( "lutar não é crime, vocês vão nos pagar"). “Por uma edição tortuosa, o ‘Jornal Nacional’ fez parecer que fosse um grito de guerra contra jornalista”, disse a assessoria de imprensa do sindicato.
Assista ao vídeo:
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves





