Quatro meses após ataque, "Charlie Hebdo" entra em crise por disputas internas
Após quatro meses do atentado que matou nove membros de sua redação, a revista satírica Charlie Hebdo entrou em uma grave crise interna: Luz, o desenhista que fez a caricatura de Maomé em seu número histórico, ameaça deixar a publicação, um grupo de redatores pede uma administração mais coletiva e transparente e uma de suas jornalistas foi demitida.
Atualizado em 19/05/2015 às 11:05, por
Redação Portal IMPRENSA.
que matou nove membros de sua redação, a revista satírica entrou em uma grave crise interna: Luz, o desenhista que fez a caricatura de Maomé em seu número histórico, ameaça deixar a publicação, um grupo de redatores pede uma administração mais coletiva e transparente e uma de suas jornalistas foi demitida.
Crédito:Reprodução Disputas internas e questões financeiras levaram revista à crise
De acordo com o El País , a repórter Zineb El Rhazoui, ameaçada frequentemente por muçulmanos radicais, recebeu uma carta da chefe de recursos humanos da revista para realizar o seu desligamento por falta grave. A jornalista se disse escandalizada pelo procedimento de uma publicação que se tornou ícone da liberdade de expressão.
“Meu marido perdeu seu emprego porque os jihadistas descobriram onde trabalhava e eu estou ameaçada”, explicou El Rhaoui. “Agora a revista me manda embora... Bravo, Charlie ”, acrescentou. As ausências da repórter, que admitiu estar incapacitada para trabalhar desde o ataque, são o motivo da suspensão.
Ainda nesta semana, Jeannette Bougrab, ex-secretária de Estado de Sarkozy e companheira de Stéphane Charbonnier, Charb, um dos assassinados, classificou Luz de "medíocre e "usurpador" em seu livro "Maudites" (Malditos). Ela o acusa por ter decidido parar de fazer caricaturas de Maomé.
Ao site Mediapart, o cartunista disse que sua decisão em deixar a revista foi "uma escolha muito pessoal". "E eu vou embora é porque é difícil para mim trabalhar sobre a atualidade", acrescentou. Ele sairá da publicação em setembro. "Eu não consigo mais me interessar (...) Muitas pessoas tentam me incentivar, mas elas esquecem que o problema é a inspiração", completou. Outro problema é o dinheiro destinado à Charlie após o atentado. Foram 30 milhões de euros no total, somando doações, vendas e novas assinaturas. Uma parte dele seria para os familiares das vítimas. Entretanto, o valor ainda não foi destinado a elas. Após as polêmicas com o livro de Bougrab, quinze membros da redação, entre eles Zineb El-Rhazoui e Luz, publicaram manifesto pedindo a refundação da revista, pois questionavam a transparência em sua gestão.
Crédito:Reprodução Disputas internas e questões financeiras levaram revista à crise
De acordo com o El País , a repórter Zineb El Rhazoui, ameaçada frequentemente por muçulmanos radicais, recebeu uma carta da chefe de recursos humanos da revista para realizar o seu desligamento por falta grave. A jornalista se disse escandalizada pelo procedimento de uma publicação que se tornou ícone da liberdade de expressão.
“Meu marido perdeu seu emprego porque os jihadistas descobriram onde trabalhava e eu estou ameaçada”, explicou El Rhaoui. “Agora a revista me manda embora... Bravo, Charlie ”, acrescentou. As ausências da repórter, que admitiu estar incapacitada para trabalhar desde o ataque, são o motivo da suspensão.
Ainda nesta semana, Jeannette Bougrab, ex-secretária de Estado de Sarkozy e companheira de Stéphane Charbonnier, Charb, um dos assassinados, classificou Luz de "medíocre e "usurpador" em seu livro "Maudites" (Malditos). Ela o acusa por ter decidido parar de fazer caricaturas de Maomé.
Ao site Mediapart, o cartunista disse que sua decisão em deixar a revista foi "uma escolha muito pessoal". "E eu vou embora é porque é difícil para mim trabalhar sobre a atualidade", acrescentou. Ele sairá da publicação em setembro. "Eu não consigo mais me interessar (...) Muitas pessoas tentam me incentivar, mas elas esquecem que o problema é a inspiração", completou. Outro problema é o dinheiro destinado à Charlie após o atentado. Foram 30 milhões de euros no total, somando doações, vendas e novas assinaturas. Uma parte dele seria para os familiares das vítimas. Entretanto, o valor ainda não foi destinado a elas. Após as polêmicas com o livro de Bougrab, quinze membros da redação, entre eles Zineb El-Rhazoui e Luz, publicaram manifesto pedindo a refundação da revista, pois questionavam a transparência em sua gestão.





