Quatro jornalistas são presos no Egito por suposta ligação com a Irmandade Muçulmana

Quatro jornalistas foram presos na última semana na cidade do Cairo, no Egito, suspeitos de faz parte da Irmandade Muçulmana. Com eles, já são 22 profissionais de imprensa presos no país nos últimos trinta dias, segundo dados do Comitê para a Proteção dos Jornalistas ( ).

Atualizado em 07/07/2015 às 14:07, por Redação Portal IMPRENSA.



Crédito:Wikimedia commons Entidade acusa presidente egípcio de perseguir a imprensa
De acordo com o Guardian , os repórteres Mohamed Adly, do jornal Tahrir , Hamdy Mokhtar, do El-Shaab el-Jadeed, e Sherif Ashraf foram presos na última quarta-feira (1/7) enquanto cobriam a chegada dos corpos de nove membros da Irmandade Muçulmana ao Cairo. Além deles, o fotojornalista Wagdy Khaled, do Al-Masriya , foi preso na última sexta (3/7) enquanto tirava fotos de uma mesquita. Todos foram detidos sob suspeita de terrorismo.

As prisões em massa ocorrem paralelamente ao projeto de lei anti-terrorista, que prevê um mínimo de dois anos de prisão a jornalistas condenados por "divulgar informações sobre operações terroristas que contradizem declarações oficiais". A medida deve ser aprovada pelo presidente do Egito, Abdul Fatah Khalil.

"A repressão sobre a imprensa está se aprofundando no momento em que o público necessita de informação independente sobre ameaças de segurança que o Egito vem enfrentando. Exigimos que as autoridades libertem estes jornalistas imediatamente e retirem todas as acusações contra eles", disse o Coordenador do CPJ para o Oriente Médio, Sherif Mansour.