Quatro jornalistas são agredidos durante sessão da CPI dos Ônibus no RJ
Quatro jornalistas foram agredidos na última quinta-feira (22/8), durante a primeira audiência com tomada de depoimentos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Ônibus, instalada na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.
Segundo a Agência Brasil, os repórteres Julio Molica e Antonia Martinho, da GloboNews, foram expulsos por manifestantes favoráveis à CPI. O repórter cinematográfico da Band, Sergio Colonesi, e o jornalista do portal Terra, Cirilo Júnior, também foram agredidos em meio a um tumulto nas galerias e no plenário.
Diante do ocorrido, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) voltou a sinalizar preocupação com o clima de hostilidade contra a imprensa. “Agressões a jornalistas estão se tornando perigosamente rotineiras. A democracia não é compatível com atitudes que contrariam o direito à informação de toda a sociedade. A Abraji se solidariza com as vítimas e faz um apelo para que as agressões cessem, sejam perpetradas por quem forem”, afirmou a entidade.
A presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro, Suzana Blass, e o diretor Rogério Marques se reuniram com comandante da Polícia Militar, coronel José Luís Castro Menezes, para exigir o fim das agressões a jornalistas e a punição dos policiais envolvidos.
O sindicato e a Polícia Militar vão criar um fórum para acompanhar o problema juntamente com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).
Suzana pediu o fim dessas agressões e propôs um protocolo que seja respeitado por todos os policiais militares. O coronel Luís Castro afirmou que a tropa é orientada a usar armas não letais apenas em casos extremos e disse que o policial que jogou spray de pimenta nos jornalistas na Rua do Catete foi afastado do trabalho de rua e está sendo submetido a uma avaliação psicológica.
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