Quatro funcionários de jornal reformista do Irã são detidos no país
Quatro funcionários de jornal reformista do Irã são detidos no país
Atualizado em 09/12/2010 às 08:12, por
Redação Portal IMPRENSA.
O editor do jornal iraniano Sharq , Ahmad Gholami, e outros quatro funcionários da publicação foram detidos na última terça (07) por suspeita de cometerem "crimes contra a segurança". De acordo com informações da agência Isna, a publicação é considerada o maior jornal pró-reformas do Irã, e voltou a circular em abril, depois de três anos proibido no país.
A detenção do grupo de detidos - Gholami, três jornalistas e outro funcionário da área financeira- não foi noticiada pelo Sharq , que priorizou a repercussão da prisão do fundador do site WikiLeaks, Julian Assange. Outros quatro jornais reformistas do Irã também tiveram sua circulação proibida, e alguns profissionais de imprensa foram detidos após as eleições de 2009, que reelegeram o presidente Mahmoud Ahmadinejad.
Em 2007, o Sharq foi fechado após publicar uma entrevista com um poeta, considerado "contra-revolucionário". A proibição foi vista pelos reformistas como uma tentativa de o governo de Ahmadinejad silenciar a oposição.
No último domingo (05), sites oposicionistas divulgaram a notícia de que o jornalista e ativista dos direitos humanos Emadeddin Baqi foi chamado para cumprir sentença de prisão, confirmada por uma corte de apelações. Baqi foi acusado de fazer "propaganda contra a República Islâmica e em benefício de estrangeiros".
Em outubro, o Ministério da Cultura iraniano alertou as mídias impressas do país que, caso publiquem notícias sobre a oposição, serão fechadas. Segundo analistas, a medida pretende eliminar os críticos ao atual governo do país.
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Em 2007, o Sharq foi fechado após publicar uma entrevista com um poeta, considerado "contra-revolucionário". A proibição foi vista pelos reformistas como uma tentativa de o governo de Ahmadinejad silenciar a oposição.
No último domingo (05), sites oposicionistas divulgaram a notícia de que o jornalista e ativista dos direitos humanos Emadeddin Baqi foi chamado para cumprir sentença de prisão, confirmada por uma corte de apelações. Baqi foi acusado de fazer "propaganda contra a República Islâmica e em benefício de estrangeiros".
Em outubro, o Ministério da Cultura iraniano alertou as mídias impressas do país que, caso publiquem notícias sobre a oposição, serão fechadas. Segundo analistas, a medida pretende eliminar os críticos ao atual governo do país.
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