Quais mitos do passado não são mais aplicáveis à construção de um plano de mídia?

Crédito:Divulgação Com a convergência de tecnologias e meios, quais mitos do passado hoje não são mais aplicáveis à construção deum bom plano de mídia?

Atualizado em 21/08/2014 às 13:08, por Redação Portal IMPRENSA.

tecnologias e meios, quais mitos do passado hoje não são mais aplicáveis à construção de um bom plano de mídia? Bernardo Spielmann, diretor de patrocínios e da marca Heineken






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Carolina Buzetto - diretora de planejamento e pesquisa de mídia da WMcCann . O avanço tecnológico proporciona novas formas de consumo de mídia e altera o comportamento desse consumo. Porém, um dos maiores mitos é que o meio digital vai acabar com o tradicional, ou seja, as pessoas vão deixar de ver TV por causa da internet. E o que se vê hoje não é uma escolha entre um meio e outro, mas o consumo complementar e simultâneo. A TV aberta está na internet e a internet está na TV aberta, e o mesmo acontece com as outras mídias. Isso é impulsionado pelo avanço da classe média e pela forma de vender as novas tecnologias e serviços (os combos com TV paga, internet e celular), permitindo maior acessibilidade a essa convergência de consumo e ganhando penetração. Um bom plano de mídia leva isso em conta.

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Priscila Abreu coordenadora de mídia da E21 - Os mitos nunca foram tão discutidos no cenário atual da comunicação. Velhas fórmulas dão espaço para novas formas de receitas, revendo a todo instante o modelo padrão tradicional, dando cada vez mais espaço para a multiplicação das plataformas e contato. Atualmente, a barreira mais complexa de ser rompida na mídia é a real compreensão do impacto da revolução digital no dia a dia do mercado. O desafio é compreender como o off-line e on-line podem se complementar. Pensar separadamente não funciona mais. É fato que, para desenvolvermos um bom plano de mídia, é fundamental essa consciência ampla de todos os meios e suas reais contribuições.

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Vicente Varela VP de mídia da Fischer - Dentre os diversos mitos que criamos, acredito que a convergência de tecnologias vem desconstruindo alguns deles, de forma quantitativa. Hoje é fato que não se lança campanha apenas no “Fantástico” e não somos mais reféns do prime time noturno da TV aberta. Cada vez mais, para compor bons planos de mídia, temos que estar comprometidos com o consumidor e sua nova realidade de consumo de meios em um cenário onde a estratégia passa por desvendar sua rotina, diagnosticar os touch points, definir e unificar métricas.


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Guilherme Ribeiro diretor de mídia da Da Gema Publicidade e Propaganda - Cada mídia tem pontos fortes e fracos, além de demandarem necessidades diferentes. Esta é uma excelente oportunidade para estudar, planejar e dimensionar as possibilidades de cada meio. Não há como se pensar em planejamento de mídia sem considerar a convergência midiática, se, ao mesmo tempo em que se ampliou o leque de canais de comunicação, o dinamismo das informações tornou-se maior e mais complexo. É bom ressaltar que, hoje o consumidor é altamente participativo para produzir e transmitir seu próprio conteúdo. Desta forma, o mídia precisa se reinventar, adaptar a sua comunicação por meio desta convergência de meios que potencializa a disseminação de conteúdo.