Publisher do "New York Times" desmente acusações sobre demissão de editora
Arthur Sulzberger Jr. desmentiu boatos de que teria demitido Jill Abramson por gênero ou disputa de salário.
Atualizado em 19/05/2014 às 11:05, por
Redação Portal IMPRENSA.
O publisher do jornal americano The New York Times , Arthur Sulzberger Jr., desmentiu boatos veiculados na imprensa de que teria demitido sua editora-executiva Jill Abramson, de 60 anos, por ser mulher ou por disputa de salário.
Crédito:Divulgação Publisher do jornal desmentiu boatos sobre demissão de editora-executiva
"Decidi que Jill não poderia continuar sendo editora-executiva por razões que não têm nada a ver com salário ou gênero", declarou em comunicado enviado à redação do jornal.
De acordo com a Folha de S.Paulo , Jill Abramson, primeira mulher a se tornar editora-executiva da publicação, foi demitida na última quarta-feira (14/5), ocupando o cargo por apenas dois anos e meio. O período em que ela comandou o diário americano foi marcado por grandes feitos editoriais e comerciais. A publicação ganhou 8 prêmios Pulitzer, o mais conceituado do jornalismo americano.
O publisher alegou que, na condição de diretor, seu papel é garantir a qualidade e o êxito do NYT . "Jill é uma excelente jornalista e editora, mas com grade pesar concluí que sua maneira de conduzir a redação não estava funcionando", escreveu.
Repercussão
Depois da demissão, uma matéria da revista The New Yoker revelou que, de acordo com fontes anônimas, a saída da editora-executiva havia ocorrido após um impasse sobre o seu salário, que seria inferior ao de seu antecessor Bill Keller.
Sulzberger afirmou que Abramson havia recebido compensação "comparável" a do antecessor. "Na verdade, em seu último ano como editora-executiva, seu salário foi mais de 10% superior ao de Keller", pontuou.
Relatório
A polêmica sobre a demissão de Abramson ocorre após o vazamento de um relatório interno que aponta problemas para o NYT se adaptar ao digital. O site Buzzfeed obteve acesso a uma do relatório, mostrnado que o jornal não fez o suficiente para "decifrar esse código na era digital".
O documento destaca que houve uma significativa redução de leitores em relação ao ano passado. Ainda informa que seus competidores BuzzFeed e The Huffington Post estão "obtendo êxito devido a suas sofisticadas ferramentas e estratégias sociais, de busca e de criação de comunidades, apesar de seu conteúdo".
Na saída de Abramson, Sulzberger argumentou que a alteração foi devido a "um problema com a gestão na redação". Após o anúncio, as ações da empresa que publica o diário caíram 5% na Bolsa de Nova York.
Novo editor
No mesmo dia da demissão de Abramson, o jornal apresentou Dean Baquet, de 57 anos, como o novo editor-executivo. Ele é o primeiro negro a ocupar o cargo. Baquet já atuou como secretário de redação do NYT e foi chefe do escritório de Washington. Além disso, ganhou um prêmio Pulitzer por uma série de reportagens sobre corrupção em Chicago.
Crédito:Divulgação Publisher do jornal desmentiu boatos sobre demissão de editora-executiva
"Decidi que Jill não poderia continuar sendo editora-executiva por razões que não têm nada a ver com salário ou gênero", declarou em comunicado enviado à redação do jornal.
De acordo com a Folha de S.Paulo , Jill Abramson, primeira mulher a se tornar editora-executiva da publicação, foi demitida na última quarta-feira (14/5), ocupando o cargo por apenas dois anos e meio. O período em que ela comandou o diário americano foi marcado por grandes feitos editoriais e comerciais. A publicação ganhou 8 prêmios Pulitzer, o mais conceituado do jornalismo americano.
O publisher alegou que, na condição de diretor, seu papel é garantir a qualidade e o êxito do NYT . "Jill é uma excelente jornalista e editora, mas com grade pesar concluí que sua maneira de conduzir a redação não estava funcionando", escreveu.
Repercussão
Depois da demissão, uma matéria da revista The New Yoker revelou que, de acordo com fontes anônimas, a saída da editora-executiva havia ocorrido após um impasse sobre o seu salário, que seria inferior ao de seu antecessor Bill Keller.
Sulzberger afirmou que Abramson havia recebido compensação "comparável" a do antecessor. "Na verdade, em seu último ano como editora-executiva, seu salário foi mais de 10% superior ao de Keller", pontuou.
Relatório
A polêmica sobre a demissão de Abramson ocorre após o vazamento de um relatório interno que aponta problemas para o NYT se adaptar ao digital. O site Buzzfeed obteve acesso a uma do relatório, mostrnado que o jornal não fez o suficiente para "decifrar esse código na era digital".
O documento destaca que houve uma significativa redução de leitores em relação ao ano passado. Ainda informa que seus competidores BuzzFeed e The Huffington Post estão "obtendo êxito devido a suas sofisticadas ferramentas e estratégias sociais, de busca e de criação de comunidades, apesar de seu conteúdo".
Na saída de Abramson, Sulzberger argumentou que a alteração foi devido a "um problema com a gestão na redação". Após o anúncio, as ações da empresa que publica o diário caíram 5% na Bolsa de Nova York.
Novo editor
No mesmo dia da demissão de Abramson, o jornal apresentou Dean Baquet, de 57 anos, como o novo editor-executivo. Ele é o primeiro negro a ocupar o cargo. Baquet já atuou como secretário de redação do NYT e foi chefe do escritório de Washington. Além disso, ganhou um prêmio Pulitzer por uma série de reportagens sobre corrupção em Chicago.





