Público de esportes na TV paga é o que mais acessa outras mídias, diz estudo da ESPN
Uma pesquisa produzida pela ESPN Brasil indica que, entre seis grandes segmentos da TV por assinatura, é no de esportes que está “o maior consumidor de conteúdo e o que mais acessa outras mídias além da TV”.
Atualizado em 26/11/2013 às 18:11, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:ESPN/Reprodução Demonstração de uso de aplicativos para portáteis da ESPN
Segundo Marcelo Pacheco, vice-presidente de marketing e vendas da emissora, isso traz a certeza de que o lançamento do aplicativo ESPN Sync – que facilita a interação via portáteis com a programação da TV – foi “extremamente certeiro”.
Para buscar informações, segundo o estudo, o telespectador esportivo acessa frequentemente sites em geral, blogs, aplicativos para celular e tablets. Uma curiosidade apontada é que “o Facebook e o WhatsApp são fortemente utilizados como ferramentas para brincar e tirar sarro de outros torcedores”.
A apuração de dados para o estudo “Conteúdo da TV: o trânsito das plataformas” aconteceu entre setembro e outubro deste ano abordando os seguintes grupos temáticos, além do esportivo: notícias, documentários, filmes, séries e infantil. Houve 50 mil entrevistas, contando com o Ibope e o Instituto Ipsos Marplan EGM. Também foram utilizadas consultorias de designer visual e psicóloga.
Comportamentos por segmento No grupo de notícias da TV por assinatura, foi verificado que a notícia na TV lembra o rádio, porque escutar as notícias é central neste consumo. Paralelamente, “o uso simultâneo de outros dispositivos é natural/automático”. No entanto, nas plataformas fixas, é privilegiado o conteúdo de noticiário, enquanto o entretenimento fica mais para os aparelhos móveis.
O padrão de atividade é bem diferente no caso dos documentários, quando “a TV praticamente basta como fonte de informação”. Subdivide-se aqui o consumo entre aos “temas inusitados”, quando prevalece a audiência solitária; e os de “interesse coletivo”, vistos em família.
Quanto aos filmes, é comum que a audiência seja coletiva e programada e que haja o hábito pontual de pesquisar sobre o filme que será assistido. No entanto, o gênero do filme interfere diretamente no comportamento com outras mídias. “Por exemplo, um filme com trama complexa faz com que o telespectador não utilize o celular ou outro dispositivo”, descreve o estudo.
O consumidor de séries, bastante diverso, segue numa “busca frenética do conteúdo em qualquer hora e lugar”. No entanto, não consta um debate significativo nas redes sociais sobre o conteúdo, frequentemente baixado a partir de pesquisas pelo Google.
Por último, no caso do grupo infantil, a TV costuma ficar ligada de forma mais linear, sem grandes alterações de canais. Destaca-se que as mães ficam tranquilas para se dedicar a outras atividades, como usar o Facebook ou WhatsApp, fazer compras ou cozinhar. Além disso, o segmento é destacado como “altamente consumista” em comparação aos outros grupos.





