Publicitários ligados ao PT levam quase R$ 1 bi em contratos

Publicitários ligados ao PT levam quase R$ 1 bi em contratos

Atualizado em 17/12/2007 às 12:12, por Redação Portal IMPRENSA.

Nos próximos dias, o Governo Federal divulgará o resultado de duas das maiores concorrências lançadas para contratação de serviços públicos desde a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: as contas da Secretaria de Comunicação do Palácio do Planalto e da Petrobras.

Espera-se que, ainda nesta segunda-feira (17), o governo informe quais os vencedores das duas licitações. No caso da Secretaria, o valor estimado é de R$ 150 milhões por ano. Já a Petrobras deve investir R$ 250 milhões em publicidade.

De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo , veiculada nesta segunda-feira (17), o retrospecto da distribuição das verbas publicitárias pelo governo indica que é grande a chance de as contas caírem nas mãos de publicitários ligados ao PT.

Levantamento feito pelo jornal mostrou que chega a R$ 983 milhões a distribuição de verbas públicas para os publicitários que trabalharam em campanhas de Lula ou com administrações do PT.

Três publicitários que atuaram nas campanhas de Lula estão ligados as agências que receberam R$ 920 milhões desde 2003. São eles: Duda Mendonça, Paulo de Tarso, da agência Matisse e Eduardo Godoy, ex-secretário que Comunicação do governo Zeca do PT (MS) entre 1999 e 2000 e presidente da Quê Comunicação.

Os publicitários Eduardo Godoy, da agência Quê, e Agnelo Pacheco, da Agnelo, negaram que haja relação entre seus trabalhos anteriores com políticos e administrações do PT e a distribuição do governo do presidente Lula.

"Não sou do PT. Fui assessor de imprensa de Ulysses Guimarães (PMDB). Tenho o PT como referência porque houve trabalho. Eu não sou publicitário do PT, eu não sou nada", disse Godoy.

O publicitário afirmou que o mercado aprendeu muito com o caso do mensalão. "Marketing público não tem nada a ver com empréstimos de bancos. Existe uma coisa que é publicidade e existem essas coisas todas, que vão num balaio só".

Duda Mendonça e Paulo de Tarso foram procurados, mas não deram retorno a um pedido de entrevista da Folha .

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