Publicitário Vitor Knijnik lança blog na CartaCapital e diz que tinha medo de "lutar na praia do Millôr"
Publicitário Vitor Knijnik lança blog na CartaCapital e diz que tinha medo de "lutar na praia do Millôr"
Publicitário Vitor Knijnik lança blog na CartaCapital e diz que tinha medo de "lutar na praia do Millôr"
PorDepois de alguns anos no mercado da propaganda, o publicitário Vitor Knijnik mudou um pouco o rumo de seu trabalho e estreou um blog de humor irreverente no site da revista CartaCapital .
"Blogs do Além" virou coluna na edição impressa e um blog no espaço virtual do veículo, com a idéia aparentemente mirabolante de contar casos de personalidades históricas como se elas tivessem a possibilidade de escrever em um diário eletrônico.
"O que aconteceria se Carlos Drummond de Andrade publicasse seu poema 'no meio do caminho tinha uma pedra' em um blog?", questiona Knijnik, e é dessa forma que o publicitário tenta justificar sua idéia para escrever no seu blog. "Não sei como nasceu a idéia, estou chutando mesmo", diverte-se.
Depois de ser convidado por Manuela Carta, publisher da revista, para escrever com humor para o veículo, Knijnik assume que resistiu um pouco, "não queria lutar na praia de Millôr e Luís Fernando Veríssimo, mas aí veio a idéia e...". Ele estreou. E fez sucesso.
Com 42 anos, o publicitário fala ao Portal IMPRENSA sobre sua carreira e o novo desafio de lançar coluna em uma das revistas mais importantes do país.
Portal IMPRENSA: Você sempre quis ser publicitário? Como e onde começou no mundo da criação?
Vitor Knijnik: Não começei minha carreira como publicitário, começei com cinema, fazendo alguns vídeos de ficção no Rio Gande do Sul. Um professor meu da faculdade - naquela época eu cursava um curso misto de jornalismo e publicidade - gostou dos meus vídeos e me chamou para ser redator. Depois disso, a publicidade me dragou. Fundei a agência Dez Propaganda, que acabou se unindo com a Fischer América, e depois acabamos fechando uma parceria com o grupo de Roberto Justus, com quem estamos até hoje.
IMPRENSA: Qual é a maior dificuldade de estar à frente de grandes agências de publicidade, com forte presença no mercado?
VK: Com o tempo, a comunicação está mudando muito, estamos em um período de instabilidade, sob um cenário muito diferente do que era há dez anos atrás, com um público cada vez mais disperso. A gente está sob um imenso holofote, com as ferramentas utilizadas sendo cada vez mais questionadas... Talvez esses possam ser alguns dos desafios.
IMPRENSA: Como surgiu o convite de fazer um blog na CartaCapital ?
VK: Tive muitas conversas com a Manuela Carta, publisher da revista, e ela me desafiou a fazer uma coluna, isso já no ano passado. Ela queria que eu fizesse alguma coisa com humor, "vc é mto engraçado ao vivo", ela falava, mas eu não queria lutar na praia do Millôr Fernandes e Luís Fernando Veríssimo, e também não me veio nenhuma idéia na época. Depois de um tempo, me suriu a idéia dos "Blogs do Além".
Entre as outras curiosidades da nossa vida, temos a internet, em que todo mundo tem uma voz, mas que também recebe críticas imediatas. Dessa forma, pensei o que aconteceria se nossas grandes figuras se expusessem em um blog? Me pareceu alguma coisa divertida, começei a explorar isso...Um formato que brincasse com a próppria interatividade.
IMPRENSA: Como você pretende seguir com as histórias do blog? Há possibilidade de receber idéias dos leitores e apostar na Web 2.0?
VK: Já fiz alguns exercícios, podem voltar blogs de personalidades já publicados devido às respostas do público e é claro que vou acatar sugestões, o importante é tentar achar a voz das pessoas...Não estou preocupado em ser fiel a cada pessoa...estou pouco me lixando pra verdade histórica, estou preocupado é com um senso comum, com a opinião pública sobre as personalidades.
IMPRENSA: O formato do blog vai seguir algum padrão da CartaCapital ?
VK: Não, são minhas idéias mesmo. Se ficar com uma estrutura rígida, perde a melhor coisa do humor, que é tratar com leveza coisas grandes e pequenas. Já fiz o blog de D. Pedro I, tratando como se ele fosse um adolescente, e também fiz o de Nietzche, com pensamentos profundos dele. E é aí, fazendo coisas mais sérias e mais leves também, que gosto de citar uma das minhas frases preferidas de Millôr - "O humor é a vitória de quem não quer competir".






