Publicitário da Borghi Lowe confirma repasses a ex-deputado como doação de campanha
Na última quarta-feira (12/8), o publicitário Ricardo Hoffmann, ex-diretor da Borghi Lowe em Brasília (DF), afirmou que os repass
Atualizado em 13/08/2015 às 09:08, por
Redação Portal IMPRENSA.
Na última quarta-feira (12/8), o publicitário , ex-diretor da Borghi Lowe em Brasília (DF), afirmou que os repasses feitos por ele a empresas ligadas ao ex-deputado André Vargas (ex-PT-PR) funcionaram como uma "doação de campanha".
Crédito:Reprodução/Facebook Publicitário está detido por implicação na Operação Lava Jato
De acordo com a Folha de S.Paulo , durante audiência na Justiça Federal em Curitiba (PR), Hoffmann disse que não lembra se Vargas mencionou ter dívidas de campanha ou iria concorrer, mas questionou se "tinha condições de a agência ajudar".
Detido desde abril na Operação Lava Jato, o publicitário é acusado de repassar R$ 1,1 milhão a empresas ligadas a Vargas entre 2010 e 2014. A agência comandada por ele detinha as contas de publicidade da Caixa Econômica Federal e do Ministério da Saúde.
Hoffmann responde a um processo sob acusação de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, assim como o ex-deputado.
O publicitário declarou que o dinheiro veio do bônus de desempenho dos contratos com a Caixa e o Ministério. Eles foram encaminhados a Vargas diante da impossibilidade de a agência realizar doações oficiais de campanha.
Também disse não saber o motivo de a agência pagar as vantagens ao ex-deputado. Ele nega que Vargas influenciou na seleção da Borghi Lowe nas licitações, como aponta o Ministério Público Federal (MPF) na denúncia.
"É difícil ver o acionista e o empresário soltos, nem acusados foram, e eu aqui. Eles disseram que era uma atribuição minha. Que era Brasília, que eu precisava cuidar de Brasília", lamentou Hoffmann, que chorou em frente ao juiz Sergio Moro.
O presidente da agência Borghi Lowe - atual Mullen Lowe -, José Borghi, alegou desconhecer as transações efetuadas pelo ex-diretor. A empresa informou que o publicitário foi desligado do cargo "após os primeiros indícios de transações impróprias" e disse estar cooperando com as investigações.
Crédito:Reprodução/Facebook Publicitário está detido por implicação na Operação Lava Jato
De acordo com a Folha de S.Paulo , durante audiência na Justiça Federal em Curitiba (PR), Hoffmann disse que não lembra se Vargas mencionou ter dívidas de campanha ou iria concorrer, mas questionou se "tinha condições de a agência ajudar".
Detido desde abril na Operação Lava Jato, o publicitário é acusado de repassar R$ 1,1 milhão a empresas ligadas a Vargas entre 2010 e 2014. A agência comandada por ele detinha as contas de publicidade da Caixa Econômica Federal e do Ministério da Saúde.
Hoffmann responde a um processo sob acusação de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, assim como o ex-deputado.
O publicitário declarou que o dinheiro veio do bônus de desempenho dos contratos com a Caixa e o Ministério. Eles foram encaminhados a Vargas diante da impossibilidade de a agência realizar doações oficiais de campanha.
Também disse não saber o motivo de a agência pagar as vantagens ao ex-deputado. Ele nega que Vargas influenciou na seleção da Borghi Lowe nas licitações, como aponta o Ministério Público Federal (MPF) na denúncia.
"É difícil ver o acionista e o empresário soltos, nem acusados foram, e eu aqui. Eles disseram que era uma atribuição minha. Que era Brasília, que eu precisava cuidar de Brasília", lamentou Hoffmann, que chorou em frente ao juiz Sergio Moro.
O presidente da agência Borghi Lowe - atual Mullen Lowe -, José Borghi, alegou desconhecer as transações efetuadas pelo ex-diretor. A empresa informou que o publicitário foi desligado do cargo "após os primeiros indícios de transações impróprias" e disse estar cooperando com as investigações.





