Publicitário conta como largou sociedade na Lew'Lara e se tornou estagiário do Google

Jacques Lewkowicz, 70, mais conhecido como Lew, da Lew'Lara/TBWA, decidiu vender a sua participação de mais de duas décadas na agência

Atualizado em 23/03/2015 às 13:03, por Redação Portal IMPRENSA.

Considerado um dos maiores criativos do país, com 17 Leões de Cannes, o publicitário para se tornar estagiário do Google.
Crédito:Divulgação Aos 70 anos, Lewkowicz largou agência para ser estagiário do Google
Em entrevista à Folha de S.Paulo , ele disse que, ao deixar a companhia, "podia ficar só curtindo os netos, decorando as casas na praia e no campo e o apartamento em NY. Mas isso é pouco". A história dele com o Google começou em 2013, quando foi convidado a dar uma palestra na sede da empresa no Brasil, em São Paulo. Ele gostou da experiência e pediu ao diretor de agências do Google Brasil, Marco Bebiano, para passar três dias conhecendo a empresa.
Meses depois, vendeu a sua participação na sociedade com Luiz Lara. A decisão já era avaliada desde 2007, quando a Lew-Lara se associou à TBWA. Após a formalização de sua saída, Lew passou ao cargo de "chairman", o que para ele que dizer "aposentado".
Ao ver que a aposentadoria do publicitário não era para valer, Bebiano aproveitou a vinda dele a São Paulo para fazer a proposta. "O primeiro objetivo do programa é o Lew conhecer o Google e o Google conhecer o Lew", ressaltou o executivo. "Ele não tem os vícios de um jovem que nasceu no digital e acha tudo normal. Ele vem aberto para o novo e tem uma bagagem e uma profundidade que o jovem não tem", acrescentou.
O estágio de seis meses, que ambos os lados possuem interesse em prorrogar, tem como objetivo unir a criatividade dele com as ferramentas do Google para encontrar "novos caminhos para a propaganda no YouTube e apresentá-los ao mercado publicitário".
Na companhia, Lew cumpre rotina das 9h às 17h. Segundo ele, não faz parte do novo trabalho criar campanhas para o Google ou qualquer outro cliente. O publicitário também teve de se submeter aos protocolos de recursos humanos da multinacional - precisou encontrar a carteira de trabalho e produzir um currículo. Ele não revela o salário, simbólico. Lá, também conta com uma vaga para o seu Mercedes, recebe vale-refeição e despesas de viagens pagas.