Publicidade movimenta mais de R$ 3 bi em 2010 no mercado de telecomunicações
O uso de novas ferramentas e a integração entre online e offline ajudaram a alcançar os resultados desse setor. Em fevereiro... Leia mais no Portal IMPREN
Atualizado em 31/05/2011 às 15:05, por
Nathália Carvalho*.
Na época, o aparelho recém chegado ao Brasil já despontava como revolucionário no modo de comunicação da sociedade. Com futuro promissor, não demorou muito para que a tecnologia se tornasse indispensável, pelo menos para o universo de mais de 51 milhões de pessoas, de 12 a 64 anos (Ibope). Os dados divulgados em abril revelam, ainda, que, nos últimos cinco anos, a proporção de pessoas com celular passou de 58% para 80%, com destaque para a classe C - em que 48% das pessoas já possuem o aparelho.
O crescimento não é à toa. Muitos dos resultados não são provenientes apenas da tecnologia - que a cada ano soma mais funções aos aparelhos, ou dos pacotes das operadoras, populares ao público. Mas, também da publicidade, que caminha em sintonia com o aquecimento desse mercado.
Ao longo dos anos, a maneira de inserir as pessoas nessa universo tecnológico foi premissa das agências. "As campanhas têm foco na interatividade e conectividade como serviço, mais do que na conversação, por exemplo. Isso se deve ao fato de o conceito de 'falar' se tornar, de forma mais ampla, 'comunicar'", explica o diretor da NeogamaBBH, Alexandre Gama, responsável pelas campanhas da operadora TIM.
A intenção das agências, e as ideias para renovar e diferenciar a proposta de cada marca parecem estar no caminho certo. Em 2010, a publicidade do setor de telecomunicações movimentou R$ 3,1 bilhões, um aumento de 13% frente ao ano anterior. De acordo com o Ibope, a categoria com maior representatividade no setor, a de varejo para telecomunicações móvel, cresceu 12,3% e atingiu um total de 1,2 bilhão de reais no bolo publicitário. A categoria de telefonia móvel fixa também apresentou resultados, superando 230 milhões de reais com um crescimento de 37%.
Na televisão, no rádio, na Internet e em outras mídias, essa evolução nas campanhas pode ser acompanhada de perto. Diferente de antes, quando a publicidade se encarregava de apresentar o novo produto, hoje, às campanhas tratam de inserir e de conectar as pessoas por meio deles. "Antes, comunicávamos os benefícios funcionais dos nossos serviços e agora comunicamos o valor emocional de se conectar com suas redes de negócio por meio do aparelho", explica a gerente de marketing da Nextel, Tannia Fukuda. Segundo ela, as ações visam fortalecer a marca e os atributos dos serviços perante os públicos. "Em 2008 lançamos a campanha 'Bem-Vindo ao Clube', fundamentada na ideia de o usuário dessa modalidade de telefonia móvel combinada com rádio digital pertence a um clube exclusivo. O tema abordado por diversas personalidades de vários universos de atividade em comerciais com linguagem bastante peculiar. O resultado foi uma campanha realmente diferente dos padrões".
Em 2010, as campanhas criadas pela agência Loducca para a Nextel, que tinha como proposta reformular a estratégia de comunicação, saiu dos intervalos publicitários e ganhou espaço no Casseta & Planeta, quando o humorista Marcelo Madureira parodiou uma das peças. A paródia, segundo a Nextel, foi espontânea. Assista ao um filme da campanha:
O uso de novas ferramentas e a integração entre online e offline ajudaram a alcançar os resultados desse setor. Em fevereiro deste ano, a Nextel lançou o Push-to-Tweet, serviço que permite ao cliente postar mensagens de áudio de até um minuto diretamente no Twitter. Investimentos em promoções com pacotes que oferecem torpedos e internet ilimitada também estiveram presentes nessas mudanças.
A propaganda foi a grande responsável por apresentar os resultados, bons para usuários, melhor para as marcas.
*Com supervisão de Klaus Junginger






