Publicado no New York Times, estudo sobre faturamento do Google News é contestado
Levantamento da News Media Alliance apontou que o Google faturou 4,7 bilh?es de d?lares em 2018 com seu servi?o de not?cias Google News. Jor
Atualizado em 25/06/2019 às 17:06, por
Portal IMPRENSA.
A recente publicação no New York Times de um estudo da News Media Alliance (NMA), que reúne os principais jornais e organizações de mídia dos Estados Unidos e Canadá, tem sido alvo de críticas por parte de jornalistas e formadores de opinião. Antes conhecida como Newspaper Association of America (NAA), a NMA sustenta que o Google faturou US$ 4,7 bilhões com seu serviço de notícias Google News em 2018.
As críticas apontam que esse número é superestimado, e que a publicação do estudo no New York Times faria parte de um lobby do setor de jornais dos Estados Unidos para tentar combater o avanço de gigantes digitais como Google e Facebook na indústria de notícias.
Produzida pela empresa de consultoria Keystone Strategy, a pesquisa da NMA se baseia em uma estatística divulgada em 2008, quando uma executiva do Google que não está mais na empresa estimou que o Google News arrecadava US$ 100 milhões por ano.
As críticas não demoraram para aparecer. Aron Pilhofer, professor de jornalismo na Universidade Temple (Pensilvânia) e ex-editor digital do The New York Times, classificou o número como "absurdo". Bill Grueskin, professor de jornalismo na Universidade Columbia (NY) que já atuou pelo The Wall Street Journal, tuitou "que o número mal fica em pé". Por sua vez, o Nieman Lab, centro de estudos de jornalismo ligado à Universidade Harvard, criticou a extrapolação matemática que levou ao "número imaginário" de US$ 4,7 bilhões.
Ao repercutir o assunto, a Folha de S.Paulo afirmou que, afora a polêmica em relação à cifra estimada pela NMA para o Google News, "o impacto negativo dos gigantes digitais no faturamento das empresas tradicionais de mídia é evidente. E os jornalistas, não apenas as empresas de comunicação, estão empenhados em mostrar os danos gerados pela ação monopolista de empresas como Google e Facebook."
As críticas apontam que esse número é superestimado, e que a publicação do estudo no New York Times faria parte de um lobby do setor de jornais dos Estados Unidos para tentar combater o avanço de gigantes digitais como Google e Facebook na indústria de notícias.
O autor da reportagem do New York Times sobre o estudo ressaltou que o valor de 4,7 bilhões de dólares equivale a mais do que a soma do faturamento das bilheterias dos dois últimos filmes Vingadores, e mais do que o valor de qualquer time profissional do mundo, de qualquer esporte.
Crédito:Reprodução Google News Google News teria faturado 4,7 bilhões de dólares em 2018Produzida pela empresa de consultoria Keystone Strategy, a pesquisa da NMA se baseia em uma estatística divulgada em 2008, quando uma executiva do Google que não está mais na empresa estimou que o Google News arrecadava US$ 100 milhões por ano.
As críticas não demoraram para aparecer. Aron Pilhofer, professor de jornalismo na Universidade Temple (Pensilvânia) e ex-editor digital do The New York Times, classificou o número como "absurdo". Bill Grueskin, professor de jornalismo na Universidade Columbia (NY) que já atuou pelo The Wall Street Journal, tuitou "que o número mal fica em pé". Por sua vez, o Nieman Lab, centro de estudos de jornalismo ligado à Universidade Harvard, criticou a extrapolação matemática que levou ao "número imaginário" de US$ 4,7 bilhões.
Ao repercutir o assunto, a Folha de S.Paulo afirmou que, afora a polêmica em relação à cifra estimada pela NMA para o Google News, "o impacto negativo dos gigantes digitais no faturamento das empresas tradicionais de mídia é evidente. E os jornalistas, não apenas as empresas de comunicação, estão empenhados em mostrar os danos gerados pela ação monopolista de empresas como Google e Facebook."





