Publicações de Geraldo Alckmin no Facebook foram pagas por tesoureiro do PSDB

Empresa foi intimada a revelar quem foram os responsáveis pelas publicações após representação de coligação de Paulo Skaf

Atualizado em 04/08/2014 às 10:08, por Redação Portal IMPRENSA.

Os pagamentos para divulgar a página no do candidato à reeleição ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), estão registrados em nome de Felipe Sigollo, tesoureiro do Diretório Estadual do partido no Estado, efetuados por um cartão de crédito pessoal, o qual soma US$ 7.604,88, cerca de R$ 17.185.
Crédito:reprodução Tesoureiro do PSDB pagou postagens de perfil de Geraldo Alckmin no Facebook De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo , a informação veio em resposta enviada ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) no último sábado (2/8), na própria rede social. A empresa foi intimada para revelar quem foram os responsáveis pelas publicações após representação movida pela coligação "São Paulo Quer o Melhor" do candidato do PMDB ao governo estadual, Paulo Skaf, contra Alckmin e o Facebook por suposto beneficiamento do candidato tucano.

A Justiça Eleitoral estabeleceu multa diária de R$ 10 mil contada a partir da última sexta-feira (1/8) e que seria ampliada para R$ 100 mil diários caso a empresa não atendesse a determinação até às 17h do último sábado (2/8). A empresa encaminhou um documento que identifica o tesoureiro do PSDB no Estado pelos pagamentos para impulsionar a imagem de Alckmin na rede social. Agora, os advogados do candidato Paulo Skaf (PMDB), responsável pela ação, têm 24 horas para se manifestar sobre a informação.

Sigollo admitiu em entrevista ao Estadão que utilizou o instrumento do link patrocinado, mas que fez uso até o prazo permitido por lei, antes da convenção que homologou a candidatura de Alckmin, no dia 29 de junho. "Nunca pedi autorização para a campanha nem para o próprio governador, essa foi uma iniciativa pessoal minha, para testar o alcance dessa ferramenta”, explicou.

Ele alega que usou o cartão de crédito pessoal para pagar durante um ano, dez dólares por dia, para alavancar a página, prática que, segundo o tucano, é legal e utilizada por todos os comitês fora do período eleitoral.

O Facebook não informou sobre as datas das publicações. A campanha, entretanto, deve solicitar à Justiça que a empresa detalhe quais foram os conteúdos pagos. Skaf quer que a Justiça determine à rede social que confirme o número de curtidores do perfil e passe a contabilizar apenas os registrados.