Publicações brasileiras reforçam a imagem do país no exterior
Muito se fala a respeito da imagem do Brasil no exterior. Apesar de populares, não é só “samba, carnaval e futebol” que faz sua fama. De acordo com uma pesquisa conduzida pela GlobeScan/PIPA para a BBC, baseada na opinião de cidadãos de 21 nações, o país aparece em sétimo lugar no ranking de países com maior influência positiva no mundo — 46% dos estrangeiros compartilham dessa opinião.
Atualizado em 22/08/2013 às 16:08, por
Gabriela Ferigato.
Dentro deste contexto, as publicações brasileiras sediadas no exterior contribuem para a construção dessa imagem (tanto positiva, quanto negativa) e despertam curiosidade sobre o país.
Crédito:divulgação Brazilian Times é o jornal brasileiro mais antigo em circulação nos Estados Unidos O Brazilian Times, jornal brasileiro mais antigo em circulação nos Estados Unidos, existe desde 1988. Com tiragem de 16 mil exemplares, é distribuído gratuitamente em Massachusetts, New Hampshire e Rhode Island, além de uma edição especial às sextas-feiras em Nova York, New Jersey e Connecticut.
A partir do intenso fluxo de migração dos brasileiros nos EUA, o mineiro Edirson Paiva decidiu criar a publicação. São cinco jornalistas na equipe, além de 15 colunistas que escrevem voluntariamente. Segundo Milena Bittencourt, jornalista do veículo, as principais notícias são sobre a vida dos imigrantes no país. “Existem matérias boas e ruins. As mais aceitas são sobre imigração e de casos criminais. Também temos uma grande demanda na área de classificados”, afirma. O jornal vive de anunciantes e 70% deles são americanos. “São muitos dentistas, advogados e clínicas de estética”, completa.
Crédito:divulgação O canal BrazilTV existe desde 1994, nos EUA A Copa do Mundo de 1994, vencida pelo Brasil, inaugurou o canal BrazilTV. Assim que terminou a Escola de Produção de Televisão e Broadcast News, Carlos Gutto Siqueira decidiu criar um canal para a comunidade brasileira no Sul da Califórnia. O veículo discorre sobre música, esportes, artes e eventos no geral. “Os americanos adoram escutar o português, tanto em músicas, quanto no linguajar. Nossos programas já foram usados e vistos por alunos de português da universidade da U.C.L.A. (University of California, Los Angeles)”, ressalta.
Até então transmitidos exclusivamente por TV a cabo, os programas serão noticiados pelo site (em construção). “Teremos correspondentes e jornalistas trabalhando em matérias e histórias locais em diversas partes do mundo”, completa. A expectativa é que ele seja lançado até o final deste ano.
Europa
Crédito:divulgação A revista BrazilcomZ circula na Espanha Em sua 70ª edição, em seis anos de existência a revista BrazilcomZ , na Espanha, se posiciona como um veículo que cumpre a função social de mídia comunitária. Distribuída mensalmente e de forma gratuita, a publicação conta com a atuação de três jornalistas e alguns colaboradores. De acordo com o editor João Compasso, também há interesse por parte dos espanhóis. “Muitos são casados com brasileiros ou já moraram no país por algum tempo”, completa. Atualmente, os anúncios correspondem a 30% da revista, porém, segundo o editor, o veículo pretende manter esse percentual para não poluir a publicação.
Crédito:divulgação A revista NewsBrazil circula na Irlanda Apesar de recente, a revista NewsBrazi l, que circula na Irlanda, surgiu junto com o aumento do número de brasileiros (principalmente intercambistas) no país – mais de 15 mil. Também mensal e distribuída de forma gratuita, a equipe é formada por sete jornalistas. Segundo Aldy Coelho, editora executiva, as matérias que mais interessam os estudantes discorrem sobre educação, turismo, profissão e comportamento. “Temos uma psicóloga como colunista, que trata de assuntos relacionados aos desafios de mudanças de país e cultura. Toda edição também realizamos uma entrevista com algum brasileiro em destaque pela Europa e perfis de alunos relatando como têm sido sua passagem pelo país, suas conquistas, desafios e casos curiosos”, conta.
A Yeah!Brasil, empresa responsável pela publicação, já tem no mercado a revista Yeah!, elaborada em inglês para estudantes internacionais, além da Yeah!France (ainda em fase de produção) para o público francês. “São três publicações diferentes, mas com o mesmo enfoque: o estudante”, finaliza Aldy.
Ásia
Crédito:divulgação A IPC é a primeira afiliada da Globo no exterior A terra do Sol nascente é representada, desde 1996, pela IPC World. Na época, o canal, transmitido no Japão, se chamava apenas IPC e transmitia os programas da Rede Globo pela plataforma PerfecTV!. Em 1998, ele se juntou à Sky e passou a se chamar Sky PerfecTV!. Foi em 2007 que o canal se tornou a primeira afiliada da Globo no exterior.
Atualmente, a equipe produz um telejornal diário "JPTV", transmitido de segunda a quinta-feira, que segue o formato dos telejornais locais da emissora ("SPTV", "RJTV" etc.), com informações sobre a comunidade brasileira do Japão. Além dele, há o programa “Agenda+” sobre variedades/entretenimento (transmitido às sextas-feiras).
Segundo Fátima Kamata, responsável pelo "JPTV", o canal atinge aproximadamente 12 mil residências em todo o Japão, sendo que 98% são brasileiros. “Com a proximidade da Copa 2014 e das Olimpíadas 2016, temos percebido um interesse maior dos japoneses pelos programas da Globo, porém, eles ainda representam um nicho muito pequeno. Esse grupo é formado por japoneses estudantes de português, fanáticos pela música brasileira, principalmente Bossa Nova e samba, Carnaval, capoeira e futebol”, explica.
O telejornalismo registra os movimentos da comunidade e assuntos que possam gerar interesse ou ter importância na vida dos conterrâneos que vivem no Japão. “Chegamos a ter 320 mil brasileiros (2007) residentes no país. Com a crise de 2008, esse número caiu para 230 mil pessoas”, finaliza.
Crédito:divulgação Brazilian Times é o jornal brasileiro mais antigo em circulação nos Estados Unidos O Brazilian Times, jornal brasileiro mais antigo em circulação nos Estados Unidos, existe desde 1988. Com tiragem de 16 mil exemplares, é distribuído gratuitamente em Massachusetts, New Hampshire e Rhode Island, além de uma edição especial às sextas-feiras em Nova York, New Jersey e Connecticut.
A partir do intenso fluxo de migração dos brasileiros nos EUA, o mineiro Edirson Paiva decidiu criar a publicação. São cinco jornalistas na equipe, além de 15 colunistas que escrevem voluntariamente. Segundo Milena Bittencourt, jornalista do veículo, as principais notícias são sobre a vida dos imigrantes no país. “Existem matérias boas e ruins. As mais aceitas são sobre imigração e de casos criminais. Também temos uma grande demanda na área de classificados”, afirma. O jornal vive de anunciantes e 70% deles são americanos. “São muitos dentistas, advogados e clínicas de estética”, completa.
Crédito:divulgação O canal BrazilTV existe desde 1994, nos EUA A Copa do Mundo de 1994, vencida pelo Brasil, inaugurou o canal BrazilTV. Assim que terminou a Escola de Produção de Televisão e Broadcast News, Carlos Gutto Siqueira decidiu criar um canal para a comunidade brasileira no Sul da Califórnia. O veículo discorre sobre música, esportes, artes e eventos no geral. “Os americanos adoram escutar o português, tanto em músicas, quanto no linguajar. Nossos programas já foram usados e vistos por alunos de português da universidade da U.C.L.A. (University of California, Los Angeles)”, ressalta.
Até então transmitidos exclusivamente por TV a cabo, os programas serão noticiados pelo site (em construção). “Teremos correspondentes e jornalistas trabalhando em matérias e histórias locais em diversas partes do mundo”, completa. A expectativa é que ele seja lançado até o final deste ano.
Europa
Crédito:divulgação A revista BrazilcomZ circula na Espanha Em sua 70ª edição, em seis anos de existência a revista BrazilcomZ , na Espanha, se posiciona como um veículo que cumpre a função social de mídia comunitária. Distribuída mensalmente e de forma gratuita, a publicação conta com a atuação de três jornalistas e alguns colaboradores. De acordo com o editor João Compasso, também há interesse por parte dos espanhóis. “Muitos são casados com brasileiros ou já moraram no país por algum tempo”, completa. Atualmente, os anúncios correspondem a 30% da revista, porém, segundo o editor, o veículo pretende manter esse percentual para não poluir a publicação.
Crédito:divulgação A revista NewsBrazil circula na Irlanda Apesar de recente, a revista NewsBrazi l, que circula na Irlanda, surgiu junto com o aumento do número de brasileiros (principalmente intercambistas) no país – mais de 15 mil. Também mensal e distribuída de forma gratuita, a equipe é formada por sete jornalistas. Segundo Aldy Coelho, editora executiva, as matérias que mais interessam os estudantes discorrem sobre educação, turismo, profissão e comportamento. “Temos uma psicóloga como colunista, que trata de assuntos relacionados aos desafios de mudanças de país e cultura. Toda edição também realizamos uma entrevista com algum brasileiro em destaque pela Europa e perfis de alunos relatando como têm sido sua passagem pelo país, suas conquistas, desafios e casos curiosos”, conta.
A Yeah!Brasil, empresa responsável pela publicação, já tem no mercado a revista Yeah!, elaborada em inglês para estudantes internacionais, além da Yeah!France (ainda em fase de produção) para o público francês. “São três publicações diferentes, mas com o mesmo enfoque: o estudante”, finaliza Aldy.
Ásia
Crédito:divulgação A IPC é a primeira afiliada da Globo no exterior A terra do Sol nascente é representada, desde 1996, pela IPC World. Na época, o canal, transmitido no Japão, se chamava apenas IPC e transmitia os programas da Rede Globo pela plataforma PerfecTV!. Em 1998, ele se juntou à Sky e passou a se chamar Sky PerfecTV!. Foi em 2007 que o canal se tornou a primeira afiliada da Globo no exterior.
Atualmente, a equipe produz um telejornal diário "JPTV", transmitido de segunda a quinta-feira, que segue o formato dos telejornais locais da emissora ("SPTV", "RJTV" etc.), com informações sobre a comunidade brasileira do Japão. Além dele, há o programa “Agenda+” sobre variedades/entretenimento (transmitido às sextas-feiras).
Segundo Fátima Kamata, responsável pelo "JPTV", o canal atinge aproximadamente 12 mil residências em todo o Japão, sendo que 98% são brasileiros. “Com a proximidade da Copa 2014 e das Olimpíadas 2016, temos percebido um interesse maior dos japoneses pelos programas da Globo, porém, eles ainda representam um nicho muito pequeno. Esse grupo é formado por japoneses estudantes de português, fanáticos pela música brasileira, principalmente Bossa Nova e samba, Carnaval, capoeira e futebol”, explica.
O telejornalismo registra os movimentos da comunidade e assuntos que possam gerar interesse ou ter importância na vida dos conterrâneos que vivem no Japão. “Chegamos a ter 320 mil brasileiros (2007) residentes no país. Com a crise de 2008, esse número caiu para 230 mil pessoas”, finaliza.





