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"Publicação de crítica na internet é irrelevante", diz novo ombudsman da Folha

"Publicação de crítica na internet é irrelevante", diz novo ombudsman da Folha

Atualizado em 16/04/2008 às 14:04, por Ana Luiza Moulatlet/Redação Portal IMPRENSA.

"Publicação de crítica na internet é irrelevante", diz novo ombudsman da Folha

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Na próxima terça-feira, 22, Carlos Eduardo Lins da Silva passa a atender os leitores como o novo ombudsman do jornal Folha de S.Paulo .

O jornalista, que estréia sua coluna dominical dia 27, afirmou ao Portal IMPRENSA que vai seguir a linha editorial que o ombudsman deve seguir, "ouvindo os leitores e utilizando a opinião deles para fazer o melhor para o jornal".

Ele será o nono profissional a ocupar o cargo, que existe desde 1989. Seu antecessor, Mário Magalhães, divergiu da decisão da Folha de parar de divulgar na internet a crítica diária que o ombudsman produz sobre o jornal. Por causa do impasse, seu mandato não foi renovado, e ele deixou o cargo no dia 4 de abril.

Sobre a discussão se a crítica interna só interessa a quem trabalha no jornal ou deve ser de conhecimento geral, Lins da Silva disse que essa é uma decisão que cabe à Direção, mas que "a questão de fato é meio irrelevante, porque o que o ombudsman quer escrever, escreve na coluna. Na coluna o ombudsman pode escrever tudo o que quiser".

Em nota, Otavio Frias Filho, diretor de Redação, afirmou que "era incongruente que a crítica interna fosse de acesso irrestrito, quando as próprias edições da Folha são acessíveis na internet apenas para assinantes".

Ele ainda declarou respeitar a opinião de Mário Magalhães, amplamente expressada em sua coluna dominical. "Cabe ao ombudsman criticar. E à direção tomar as decisões que considera mais adequadas", disse.

Para preservar a isenção do cargo, as sugestões do ombudsman não têm caráter deliberativo. O mandato é de um ano, podendo ser prorrogado por mais dois.

Foto: Divulgação TV Cultura

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