PT aprova moção e convoca campanha por regulação da imprensa

A discussão sobre o marco regulatório da mídia, levantada durante o 4° Congresso do PT, no último domingo (4), culminou em uma moção, de caráter mais brando, e não uma resolução como noticiado no início do congresso, noticia o Estado de S.

Atualizado em 05/09/2011 às 10:09, por Redação Portal IMPRENSA.

Paulo.
O recuo dos petistas é atribuído a uma pressão do Planalto, que se opunha a uma resolução que defendesse regulação de conteúdo da imprensa. O documento produzido ao fim do congresso, que aborda sete pontos, os quais o partido defende com diretriz, ressaltou a importância de se discutir a "democratização dos meios de comunicação", mas não elaborou o assunto de forma separada, em forma de .
Aprovado como moção, o parágrafo que discute comunicação foi fortemente defendido pelos dirigentes do partido, que pretendem realizar uma campanha para militar pela causa. "O que nós queremos é democratizar as informações; ter múltiplas versões. Não queremos um jornalismo partidário, como muitas vezes se verifica em alguns veículos", disse Rui Falcão, presidente do PT, no último dia do congresso.
Falcão defende a regulação da imprensa e afirma que o projeto submetido pelo ex-ministro de Comunicações, Franklin Martins, passa por uma revisão no ministério e, depois, será avaliado pelo Congresso Nacional. Ele defende que o projeto "garanta a liberdade de imprensa e o direito à opinião, sem nenhum tipo de censura, mas democratize as informações no país e dê a possibilidade de não haver uma versão única".
As maiores reivindicações do PT são o fim da propriedade cruzada e do monopólio de empresas de comunicação. "São grupos que detêm mais de um veículo, e deveria haver algum tipo de limitação à propriedade. Mas não controle de conteúdo", disse.
A discussão sobre o marco regulatório ficou mais acirrada após publicação de reportagens na Veja, que acusou o ex-ministro José Dirceu de manter um "gabinete paralelo" em hotel de Brasília, na tentativa de derrubar o então ministro da Casa Civil, Antonio Palocci. Durante o Congresso do PT, uma moção de repúdio seria realizada como forma de protesto contra a publicação, porém, o teor da contestação também foi amenizado, e não se configurou em moção, apenas em homenagem a Dirceu.
Com informações do e
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