PSL manobra para barrar votação na CPMI das Fake News

Contrário à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News, o governo mobilizou parlamentares do PSL, partido do presidente, para dificultar o andamento da comissão.

Atualizado em 17/09/2019 às 18:09, por Redação Portal IMPRENSA.


Crédito:Edilson Rodrigues/Agência Senado Fonte: Agência Senado Deputada Caroline de Toni, do PSL, e deputados da base do governo protestam contra deliberações da CPI Fonte: Agência Senado

O plano de trabalho das atividades sugerido pela a relatora, deputada Lídice da Mata, não chegou a ser votado na reunião de ontem.

Vice-líder do governo na Câmara, a deputada Bia Kicis classificou a CPMI como “da censura”. “É um terceiro turno para pegar o nosso presidente Bolsonaro. A oposição está imbuída desse intuito sim”, afirmou.

Por sua vez, o presidente da CPMI das Fake News acusa o PSL de agir nos bastidores como “se tivesse culpa no cartório”.

“Apesar do clima criado nas duas últimas reuniões, quase de torcidas futebolísticas, nossa CPMI pode e deve prosseguir com um conceito de investigação que sirva ao Brasil”, disse a relatora.

Ela sugeriu a criação de três subrelatorias: cyberbullying e crimes de ódio; proteção de dados no contexto das fake news; e aliciamento de crianças e outros vulneráveis.

O presidente da comissão, senador Angelo Coronel (PSD-BA), confirmou que o filho de Jair Bolsonaro, o vereador Carlos Bolsonaro, gestor das redes sociais do presidente, deverá prestar depoimento à CPMI das Fake News em breve.

“Precisamos ouvir todos os atores das redes sociais que podem ter influenciado as eleições. Não importa se é filho ou pai de alguém. A lei tem de ser para todos. Não vou pender para o governo nem para a oposição”, disse o presidente da CPMI das Fake News.