Psiquiatras britânicos pedem ação do governo contra sites que enaltecem anorexia
Psiquiatras britânicos pedem ação do governo contra sites que enaltecem anorexia
Na ocasião da estreia da London Fashion Week, período em que se reacende o debate sobre o estereótipo de magreza extrema das supermodelos, psiquiatras pediram ao governo da Grã-bretanha que tome atitude em relação ao número crescente de sites que fazem apologia à anorexia.
Relatório do Royal College of Psychiatrists, que pede ao governo que combata a disseminação por meios virtuais do culto à anorexia, revelou que muitos britânicos, encorajados por sites de redes sociais, buscam técnicas de como morrer de fome ou ocultar extrema perda de peso.
Segundo o professor Ulrike Schmidt, membro do colegiado da seção de distúrbios alimentares, "[estes] sites normalizam a doença". "Da mesma maneira, as passarelas de eventos de moda internacionais como o London Fashion Week podem atuar como uma vitrine de mulheres com baixo peso", observa.
O levantamento do Royal College tem como objetivo principal mobilizar o governo no combate à apologia da magreza extrema direcionada, sobretudo, ao público infantil, mais suscetível a este tipo de influência. O relatório pede o apoio do órgão responsável pela segurança das crianças na Internet, o conselho de Segurança da Criança na Internet (UKCCIS, na sigla em inglês).
A pesquisa revelou que uma em cada dez crianças procura por sites que incentivam distúrbios alimentares, inspiradas em celebridades como Lindsay Lohan e Paris Hilton. Alguns destes sites usam como argumento fotos de modelos extremamente magras e fóruns com mensagens de encorajamento a perda severa e repentina de peso.
Mesmo que as medidas restritivas sejam aplicadas contra os sites em questão, segundo a Beat, uma instituição de caridade para pessoas com distúrbios alimentares, a raiz do problema ainda permanecerá. "Conduzir as pessoas para fora destes sites, em direção a páginas pró-recuperação, é o que desejaríamos ver", afirmou Mary George, porta-voz da instituição.
A instituição informou que está trabalhando em parceria com a provedora de serviços de Internet AOL para filtrar as buscas. Se alguém coloca em uma busca sites pró-anorexia, nosso site aparece primeiro", explicou ela.
Leia mais






