Protógenes diz que Veja foi "criminosa" ao divulgar documentos sigilosos
Protógenes diz que Veja foi "criminosa" ao divulgar documentos sigilosos
Protógenes diz que Veja foi "criminosa" ao divulgar documentos sigilosos
"Criminosa", essa foi a definição usada pelo delegado federal Protógenes Queiroz sobre a divulgação de documentos sigilosos pela revista Veja , na edição desta semana, em comunicado publicado em .
A reportagem de Veja aponta o delegado como responsável por uma rede de espionagem. De acordo com a revista, Protógenes teria como alvo autoridades do Executivo, Legislativo e Judiciário, como a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, além, ainda, de pessoas ligadas ao presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva.
O delegado se refere especificamente a um documento relacionado à investigação presidida pelo delegado federal Amaro Vieira Ferreira que "revela a identidade nominal de dois oficiais de inteligência da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), o que é gravíssimo". Ele acrescenta que tal fato não pode ser desprezado, uma vez que "fatos como este fragilizam as Instituições no tocante a segurança externa do Brasil".
Protógens ainda rebate a acusação que documentos comprometedores tenham sido apreendidos em sua casa. Ele afirma que nada que contivesse dados da Operação Satiagraha foi recolhido pela Polícia Federal (PF) em novembro do ano passado, em seu apartamento, no Rio de Janeiro.
No entanto, sobre a operação da polícia, desta vez em Brasília (DF), o delegado declarou que "poucos documentoas foram e materias referentes à atividade de inteligência vinculados à operação Satiagraha foram apreendidos". Afirma, ainda, que estes" ali estavam em razão de prestar esclarecimentos" às autoridades vinculadas ao caso, como o Ministério Público, por exemplo.
Protógenes revelou, em entrevista ao jornal Folha de Pernambuco , desta segunda-feira (9), que tomará medidas "de natureza cível" na intenção de ser ressarcido por danos morais. Ele informou que tais danos estão "praticamente a se confirmar, haja vista que no manddo de busca e apreensãi não consta nenhum computador apreendido em sua residência, no Rio, que pudesse conter qualquer tipo de documento como os citados pela revista.
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| Blog em que Protógenes diz ser "criminosa" divulgação de Veja |
À Folha de Pernambuco , o delegado negou que a ministra Dilma Roussef tenha sido alvo de investigação, bem como o senador Demóstenes Torres, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e José Serra, governador de São Paulo. Ele afirma que a matéria "se excedeu, levando nomes de autoridades a público com informações falsas e levianas."
Protógenes afirmou que medidas de natureza criminal e cível serão tomadas para apurar como a revista teve acesso a documentos sigilosos que são peças de uma investigação em curso. "Alguém forneceu esses documentos. Isso merece uma apuração severa", afirmou.
Repercussão
A Polícia Federal, na intenção de identificar chamadas e mensagens feitas e recebidas por Protógenes durante o período de cinco meses, entre julho e novembro de 2008, pediu a quebra do sigilo telefônico (fixo e móvel) do delegado, mentor da operação Satiagraha, investigação contra Daniel Dantas, do Grupo Opportunity.
Com a investigação, segundo informa a Agência Estado, a PF confirmará se o delegado monitorou, clandestinamente, autoriades, políticos, advogados e jornalistas, além de ter quebrado sigilo funcional e ter utilizado agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e operações ilegais.
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