Protestos marcam 2 anos do assassinato do jornalista Jamal Khashoggi

Dezenas de pessoas fizeram uma manifestação nesta sexta (2), em frente ao consulado da Arábia Saudita em Istambul, em protesto pelos dois anos do assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi.

Atualizado em 02/10/2020 às 17:10, por Redação Portal IMPRENSA.


O ato contou com participação de diferentes entidades de defesa dos direitos humanos e da liberdade de imprensa, como Anistia Internacional e Repórteres Sem Fronteiras.
Crítico das autoridades sauditas, Khashoggi entrou no consulado no dia 02 de outubro de 2018 e não foi mais visto. Crédito:Agência Anadolu
Há menos de um mês, um tribunal da Arábia Saudita encerrou o caso, sentenciando a penas de 20 anos de prisão cinco pessoas acusadas de envolvimento no crime. A sentença substituiu outra, de dezembro de 2019, que condenava os acusados à morte.
Segundo o Governo da Turquia, 15 pessoas viajaram para Istambul para matar Jamal Khashoggi, numa operação de estado orquestrada pelo regime saudita.
Em comunicado conjunto, a Anistia Internacional e a Repórteres Sem Fronteiras pediram à comunidade internacional que pressionasse para que o crime fosse julgado na Turquia com a presença de observadores internacionais.
Hatice Cengiz, noiva de Khashoggi, pediu no Twitter que os "Estados-membros do G20 não participassem da Cúpula Urban 20, evento do calendário da presidência rotativa saudita do G20, programado para novembro.
Os presidentes das câmaras legislativas de Londres, Paris, Nova Iorque e Los Angeles confirmaram que boicotarão o evento.
Relatora especial da ONU para execuções extrajudiciais, Agnes Callamard comemorou a decisão, classificando-a de "poderosa mensagem" frente à impunidade.