“Proteger os jornalistas é essencial para a defesa da liberdade de imprensa”, diz diretora da Unesco

A diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, condenou o assassinato do jornalista Léo Veras, do site Porã News, no dia 12 de fevereiro. 

Atualizado em 27/02/2020 às 15:02, por Redação Portal IMPRENSA.

A diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, condenou o assassinato do jornalista Léo Veras, do site Porã News, no dia 12 de fevereiro. “Proteger a segurança dos jornalistas é essencial para a defesa da liberdade de imprensa e liberdade de expressão e exorto as autoridades a garantir que os autores deste crime sejam levados à justiça”, disse, em comunicado publicado na página da Unesco.

Veras foi assassinado horas depois de se encontrar com o pai de um adolescente executado em novembro de 2019. O jornalista foi morto com 12 tiros, enquanto jantava com a sua família, em Pedro Juan Caballero, no Paraguai.

Crédito:Angelina Nunes/Abraji Segundo reportagem da Abraji (Associação Brasileira de Jornalistas Investigativos), Romão Aquino, pai do adolescente Alex Zioli Areco Aquino, 14, procurou o jornalista porque preparava um abaixo-assinado a ser entregue ao Ministério Público e à Divisão de Investigações Criminais de Casos Puníveis da Polícia Nacional do Paraguai.

Em novembro de 2019, após brigar com outro adolescente na escola, cunhado de Genaro Lopes Martins, conhecido como Animal do PCC, Alex foi capturado em casa, torturado e morto com um tiro na cabeça. Depois, teve o corpo esquartejado e queimado.

Genaro teria recebido ordem de Ederson Salinas Benitez, apontado como o chefe do PCC na região, para entregar o corpo e se apresentar na delegacia.

A identificação de Ederson foi apontada pelo promotor paraguaio Marcelo Pecci como o principal motivo da execução do jornalista.

Ederson estaria escondido no Paraguai com a identidade falsa de Edson Barbosa Salinas. Preso por policiais brasileiros, na madrugada de 20 de janeiro, em Ponta Porã, após uma briga de trânsito, ele seria solto após pagar fiança de R$ 80 mil.

Porém, a informação de que ele estaria com documentos falsos evitou sua saída. Apesar de a polícia não confirmar, circula a informação de que teria sido Léo Veras o responsável por alertar as autoridades sobre a verdadeira identidade do narcotraficante.