Prostituição toma conta dos programas jornalísticos
Prostituição toma conta dos programas jornalísticos
Atualizado em 27/07/2010 às 14:07, por
Fabio Maksymczuk.
A prostituição tomou conta dos programas jornalísticos da TV brasileira. Nos últimos meses, "Profissão Repórter", da TV Globo, "A Liga", da Band, e "Conexão Repórter, do SBT, mostraram o mundo difícil da chamada "vida fácil".
Em 2003, tive a oportunidade de escrever um livro-reportagem sobre o tema. "Sonhar não custa nada: uma visão da prostituição na cidade de São Paulo" foi meu trabalho de conclusão do curso de Jornalismo na Universidade Mackenzie. Na época, o "SuperPop", de Luciana Gimenez, já abordava corriqueiramente o assunto. Anos depois, continuou a explorar entrevistas com os profissionais do sexo. Recentemente, a pauta não aparece na atração da RedeTV! como em outros tempos. Isso por enquanto.
Agora, garotas de programa, garotos de programa e travestis ganham espaço nos jornalísticos da Globo, SBT e Band. Em "A Liga", um fato curioso ocorreu. Segundo a edição, a jornalista Tainá Müller acompanhou o dia-a-dia da acompanhante de luxo Sabrina. Só que vazou na internet que a tal garota, na verdade, é travesti. Ela teria operado e cortado, digamos assim, o "instrumento". Isso sequer foi levantado no programa. Poucas semanas depois, a atração da Band voltou a apostar na comunidade das "bonecas".
As (escrevo "as" mesmo) travestis também conseguiram seu espaço no programa de Caco Barcellos. Um jovem repórter mostrou uma violenta cena de agressão cometida por uma boneca contra um interessado em seus serviços sexuais. O programa da Rede Globo também acompanhou a rotina das prostitutas.
Já o "Conexão Repórter" utilizou a pauta já algumas vezes em curto espaço de tempo. Depois de exibir cenas de sexo entre um padre e ex-coroinha nas polêmicas reportagens sobre a pedofilia na Igreja Católica em Alagoas, o jornalístico do SBT enfocou a prostituição. Na última quinta (15/07), mais uma vez, Roberto Cabrini explorou a temática. A ideia era apresentar os "clubes privados de diversão". Apesar disso, a ideia surgiu em apenas um bloco. Grande parte do programa voltou a exibir reportagens com travestis, "michês" e "putas" nas ruas de São Paulo.
Abordar a prostituição e discutir sua legalização é interessante. Só que explorar o assunto várias vezes com o objetivo apenas de obter alguns pontos a mais no IBOPE demonstra falta de criatividade das equipes envolvidas nos jornalísticos.
Em 2003, tive a oportunidade de escrever um livro-reportagem sobre o tema. "Sonhar não custa nada: uma visão da prostituição na cidade de São Paulo" foi meu trabalho de conclusão do curso de Jornalismo na Universidade Mackenzie. Na época, o "SuperPop", de Luciana Gimenez, já abordava corriqueiramente o assunto. Anos depois, continuou a explorar entrevistas com os profissionais do sexo. Recentemente, a pauta não aparece na atração da RedeTV! como em outros tempos. Isso por enquanto.
Agora, garotas de programa, garotos de programa e travestis ganham espaço nos jornalísticos da Globo, SBT e Band. Em "A Liga", um fato curioso ocorreu. Segundo a edição, a jornalista Tainá Müller acompanhou o dia-a-dia da acompanhante de luxo Sabrina. Só que vazou na internet que a tal garota, na verdade, é travesti. Ela teria operado e cortado, digamos assim, o "instrumento". Isso sequer foi levantado no programa. Poucas semanas depois, a atração da Band voltou a apostar na comunidade das "bonecas".
As (escrevo "as" mesmo) travestis também conseguiram seu espaço no programa de Caco Barcellos. Um jovem repórter mostrou uma violenta cena de agressão cometida por uma boneca contra um interessado em seus serviços sexuais. O programa da Rede Globo também acompanhou a rotina das prostitutas.
Já o "Conexão Repórter" utilizou a pauta já algumas vezes em curto espaço de tempo. Depois de exibir cenas de sexo entre um padre e ex-coroinha nas polêmicas reportagens sobre a pedofilia na Igreja Católica em Alagoas, o jornalístico do SBT enfocou a prostituição. Na última quinta (15/07), mais uma vez, Roberto Cabrini explorou a temática. A ideia era apresentar os "clubes privados de diversão". Apesar disso, a ideia surgiu em apenas um bloco. Grande parte do programa voltou a exibir reportagens com travestis, "michês" e "putas" nas ruas de São Paulo.
Abordar a prostituição e discutir sua legalização é interessante. Só que explorar o assunto várias vezes com o objetivo apenas de obter alguns pontos a mais no IBOPE demonstra falta de criatividade das equipes envolvidas nos jornalísticos.






