Proposta de nova tabela da CAPES reduz Jornalismo à especialidade
Proposta de nova tabela da CAPES reduz Jornalismo à especialidade
Atualizado em 27/09/2005 às 09:09, por
Fonte: Fórum Nacional de Professores de Jornalismo e Federação Nacional dos Jornalistas.
Divulgada no dia 15 de setembro, a nova tabela das áreas de conhecimento do sistema CAPES / CNPq / FINEP provocou grande descontentamento entre professores e pesquisadores em Jornalismo. A classificação dada ao campo do Jornalismo foi rebaixada de sub-área de Comunicação para uma especialidade. Os envolvidos com a questão consideram que esta mudança prejudicará o desenvolvimento da pesquisa em jornalismo.
A nova tabela das áreas de conhecimento foi proposta por uma comissão especial formada por representantes do CNPq, da CAPES e FINEP, criada com a intenção de "ser um instrumento para organizar informações visando implementar, administrar e avaliar seus programas e atividades", segundo documento publicado na página da CAPES (http://www.cnpq.br/areas/cee/proposta.htm). O documento publicado é uma versão preliminar para discussão.
Uma das primeiras a reagir à proposta foi a jornalista Tattiana Teixeira, doutora em Comunicação e professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Em artigo que fez circular na Internet (que publicamos neste boletim), ela aponta que a proposta é inaceitável. "...fica difícil entender que lógica epistemológica explica, ao mesmo tempo, a presença adequada e coerente de Relações Públicas e Publicidade como subárea, uma demanda legítima, e a supressão do Jornalismo - a mais antiga área de conhecimento que deu origem ao campo da Comunicação -, que só aparece, na nova tabela, na enorme e confusa lista de especialidades", sustenta.
Tattiana propõe que as sociedades científicas que abrigam os pesquisadores em Jornalismo, desenvolvam ações conjuntas com as demais instituições do campo para dialogar com a comissão responsável pelo documento para buscar a preservação do Jornalismo como sub-área da comunicação.
Outro que de pronto reagiu foi o também doutor em comunicação e professor da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Wilson da Silva Gomes. Para ele, a proposta de nova tabela demonstra duas situações no mínimo esquizofrênicas. A primeira é a substituição de Ciências Sociais Aplicadas por "Ciências socialmente aplicáveis", que pode sugerir que as demais áreas poderiam ser classificadas como ciências inaplicáveis. A segunda é o rebaixamento da sub-área de Jornalismo para uma especialidade, confrontando-se com o grande crescimento e consolidação deste campo de conhecimento, principalmente no âmbito da produção científica.
A nova tabela das áreas de conhecimento foi proposta por uma comissão especial formada por representantes do CNPq, da CAPES e FINEP, criada com a intenção de "ser um instrumento para organizar informações visando implementar, administrar e avaliar seus programas e atividades", segundo documento publicado na página da CAPES (http://www.cnpq.br/areas/cee/proposta.htm). O documento publicado é uma versão preliminar para discussão.
Uma das primeiras a reagir à proposta foi a jornalista Tattiana Teixeira, doutora em Comunicação e professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Em artigo que fez circular na Internet (que publicamos neste boletim), ela aponta que a proposta é inaceitável. "...fica difícil entender que lógica epistemológica explica, ao mesmo tempo, a presença adequada e coerente de Relações Públicas e Publicidade como subárea, uma demanda legítima, e a supressão do Jornalismo - a mais antiga área de conhecimento que deu origem ao campo da Comunicação -, que só aparece, na nova tabela, na enorme e confusa lista de especialidades", sustenta.
Tattiana propõe que as sociedades científicas que abrigam os pesquisadores em Jornalismo, desenvolvam ações conjuntas com as demais instituições do campo para dialogar com a comissão responsável pelo documento para buscar a preservação do Jornalismo como sub-área da comunicação.
Outro que de pronto reagiu foi o também doutor em comunicação e professor da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Wilson da Silva Gomes. Para ele, a proposta de nova tabela demonstra duas situações no mínimo esquizofrênicas. A primeira é a substituição de Ciências Sociais Aplicadas por "Ciências socialmente aplicáveis", que pode sugerir que as demais áreas poderiam ser classificadas como ciências inaplicáveis. A segunda é o rebaixamento da sub-área de Jornalismo para uma especialidade, confrontando-se com o grande crescimento e consolidação deste campo de conhecimento, principalmente no âmbito da produção científica.






