Promotoria acusa mais dois jornalistas de participação no escândalo das escutas

Dois jornalistas do “News of the World” são acusados de participar do escândalo de grampos no Reino Unido, segundo a promotoria britânica.

Atualizado em 30/07/2014 às 14:07, por Redação Portal IMPRENSA.

A promotoria britânica acusa mais dois jornalistas de terem participado do caso de escândalo de grampos no extinto tabloide News of the World , do empresário Rupert Murdoch. Nesta quarta-feira (30/7), os promotores anunciaram o possível envolvimento dos profissionais. Um ex-editor chefe do diário foi preso semanas atrás pelo crime.
Crédito:Reprodução Dois jornalistas serão investigados por participação no caso dos grampos ilegais
Segundo Reuters, o ex-subeditor Neil Wallis e o ex-editor de reportagens especiais Jules Stenson foram acusados de conspiração para interceptar mensagens de voz em telefones celulares de personalidades, além de espionar pessoas próximas a elas.
As acusações acontecem após Andy Coulson, que editou o jornal de 2003 a 2007, ser condenado a 18 meses de prisão por encorajar seus repórteres a grampear telefones em uma tentativa de conseguir reportagens exclusivas. Antes de ser apontado no esquema, ele era chefe de mídia do primeiro-ministro David Cameron. O político pediu desculpas por contratar o ex-assessor.
O julgamento de Coulson é considerado um dos mais importantes do tipo na história judicial britânica, uma vez que ouviu milhares de vítimas alvo das escutas do jornal. Entre elas estão desde celebridades a até políticos do Reino Unido.
As investigações em torno do comportamento do jornal levou Murdoch a fechá-lo em 2011. Naquele momento, as revelações sobre as escutas ilegais tinham acabado de ser divulgadas pela imprensa local. Até então, outros quatro ex-jornalistas e um detetive particular que trabalhou para o periódico admitiram os grampos telefônicos a serviço do News of the World .
Apesar de apurar a participação de dois jornalistas no caso de grampos ilegais, a promotoria decidiu há uma semana não tomar nenhuma ação legal contra outros seis ex-funcionários do diário.