Promotores russos querem banir "South Park" da TV aberta

Promotores russos querem banir "South Park" da TV aberta

Atualizado em 08/09/2008 às 11:09, por Redação Portal IMPRENSA.

Promotores da Rússia querem banir o satírico seriado norte-americano "South Park" da TV aberta no país, por considerarem a atração "extremista", informou a agência de notícias Reuters.

Valentina Titova, porta-voz da promotoria regional de Basmanny, disse que investigadores moveram uma ação depois de decidir que o episódio 15 - da terceira temproada da série - intitulado "Mr. Hankey's Christmas Classics", que foi ao ar pela primeira vez em dezembro de 1999, "traz sinais de atividade extremista".

Depois de 20 especialistas estudarem o seriado, que é transmitido pela emissora de TV moscovita 2x2, a União Russa de Cristãos de Fé Evangélica pediu aos promotores a proibição de "South Park", ao concluírem que a atração é apenas uma entre muitos desenhos que precisam ser tirados da televisão aberta porque "insulta os sentimentos dos crentes religiosos e incita ao ódio religioso e nacional", disse o líder do estudo, Konstantin Bendas.

"Uma coisa é se esses programas estão na TV a cabo; o espectador paga para vê-los e faz uma escolha consciente. Mas crianças pequenas não devem poder ligar a TV depois de voltar da escola e assistir a isto. É preciso defendê-las", disse Bendas.

Desde sua estréia, em 1997, o seriado, que é voltado para o público adulto, provoca polêmica ao satirizar celebridades, políticos, religião, casamento entre gays e Saddam Hussein.

A série, que gira em torno de um grupo de crianças de nove anos numa estação de esqui do Colorado, é dublada em russo e retransmitida por emissoras locais russas, entre elas a 2x2, que transmite séries animadas em Moscou e São Petesburgo.

Em 2006, a Rússia promulgou uma lei ampliando a definição de extremismo para abranger "o aviltamento da dignidade nacional" e "incitamento ao ódio religioso e nacional". Segundo seus defensores, a lei era necessária para frear uma onda de violência contra minorias étnicas.

Foto: Divulgação

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