Promotor que denunciou repórter do "Jornal Já" foi autor de ação contra o MST
O promotor Luís Felipe de Aguiar Tesheiner, que denunciou o jornalista Matheus Chaparini, doJornal Já, o cinegrafista independente Kevin D’arc, e oito estudantes por dano qualificado e desobediência civil durante a ocupação da Secretaria da Fazenda, em Porto Alegre (RS), foi autor, em 2008, de uma ação contra o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Atualizado em 05/08/2016 às 14:08, por
Redação Portal IMPRENSA.
Aguiar Tesheiner, que denunciou o jornalista , do Jornal Já , o cinegrafista independente Kevin D’arc, e oito estudantes por dano qualificado e desobediência civil durante a ocupação da Secretaria da Fazenda, em Porto Alegre (RS), foi autor, em 2008, de uma ação contra o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Crédito:Reprodução Jornalista Matheus Chaparini (foto) foi denunciado por promotor
De acordo com o portal Sul 21, na ação, os promotores chamaram os acampamentos de "verdadeiras bases operacionais destinadas à prática de crimes e ilícitos civis causadores de enormes prejuízos não apenas aos proprietários da Fazenda Coqueiros, mas a toda sociedade”. À época, Tesheiner disse ao jornal Zero Hora que não apenas de tirar acampamentos, mas de “desmontar bases que o MST usa para cometer reiterados atos criminosos”. A avaliação dos promotores teria contribuído para o "movimento político-militar de 1964", o golpe civil-militar que derrubou o governo de João Goulart e deu início à ditadura militar no país. As autoridades se basearam ainda em passagens da revista Veja e em matérias críticas ao MST publicadas em veículos como Folha de S. Paulo, Zero Hora e Estado de S. Paulo .
Ocupação
Chaparini foi detido durante uma manifestação por melhores condições em escolas públicas, em 15 de junho. À época da detenção, o jornalista afirmou que estava no local apenas para acompanhar o protesto e que se identificou como profissional de imprensa.
A denúncia, porém, diz que ele e outro homem, que também se identificou como profissional de imprensa, cometeram os crimes, pois entraram no prédio com os outros denunciados, sem colete ou crachá de identificação, além de agirem como os participantes do ato.
A prisão do repórter gerou polêmica no estado e foi criticada pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS (SINDJORS). "Para a entidade, a atitude da Brigada Militar, de aplicar força física sem antes tentar estabelecer diálogo, representa a postura do governo de virar as costas aos interesses da população", ponderou.
De acordo com o portal Sul 21, na ação, os promotores chamaram os acampamentos de "verdadeiras bases operacionais destinadas à prática de crimes e ilícitos civis causadores de enormes prejuízos não apenas aos proprietários da Fazenda Coqueiros, mas a toda sociedade”. À época, Tesheiner disse ao jornal Zero Hora que não apenas de tirar acampamentos, mas de “desmontar bases que o MST usa para cometer reiterados atos criminosos”. A avaliação dos promotores teria contribuído para o "movimento político-militar de 1964", o golpe civil-militar que derrubou o governo de João Goulart e deu início à ditadura militar no país. As autoridades se basearam ainda em passagens da revista Veja e em matérias críticas ao MST publicadas em veículos como Folha de S. Paulo, Zero Hora e Estado de S. Paulo .
Ocupação
Chaparini foi detido durante uma manifestação por melhores condições em escolas públicas, em 15 de junho. À época da detenção, o jornalista afirmou que estava no local apenas para acompanhar o protesto e que se identificou como profissional de imprensa.
A denúncia, porém, diz que ele e outro homem, que também se identificou como profissional de imprensa, cometeram os crimes, pois entraram no prédio com os outros denunciados, sem colete ou crachá de identificação, além de agirem como os participantes do ato.
A prisão do repórter gerou polêmica no estado e foi criticada pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS (SINDJORS). "Para a entidade, a atitude da Brigada Militar, de aplicar força física sem antes tentar estabelecer diálogo, representa a postura do governo de virar as costas aos interesses da população", ponderou.





