Projetor de palavras

Projetor de palavras

Atualizado em 02/09/2008 às 14:09, por Julia Baptista / Fotos:Pya Lima.

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Em plena atividade, o gaúcho Luiz Carlos Merten superou obstáculos com empenho e criatividade para se tornar um dos mais renomados críticos de cinema do país

"Estou indo para Paulínea, perdão, Paulínia e, aliás, esta o Saymon vai adorar. Minha colega Maria da Glória Lopes, redatora do 'Caderno 2', observou que o nome da cidade estava nas duas grafias num texto meu, e queria saber qual era a certa. Checamos no corretor e era com I, claro. Não tem jeito. Continuei grafando com E, mas agora aprendi."

O trecho acima foi escrito pelo jornalista Luiz Carlos Merten no seu blog, antes da viagem que fez a Paulínia, motivo pelo qual cancelou a entrevista com a repórter de IMPRENSA. Na cidade, ele participou de debates sobre jornalismo cultural. Foi marcado um novo encontro para o final do mês de julho, quando ele voltaria da Polônia, onde fez parte da curadoria de um festival do cinema brasileiro da retomada. Na volta, ficou alguns dias em Paris. Em seguida, foi cobrir o Festival de Cinema de Gramado, no Rio Grande do Sul.

Isso é um pouco da vida do gaúcho que há 19 anos é repórter do Estadão: viagens para cobrir festivais de cinema, para participar de eventos, para entrevistar nomes importantes do cinema. Pode-se dizer que é o trabalho com o qual muitos jornalistas cinéfilos sonhariam ter. Mas, se depender dele, o posto de repórter e crítico de cinema do jornal O Estado de S. Paulo não vai ficar vago tão cedo. Ainda que complete 64 anos em setembro, Merten não pretende se aposentar ou participar do Plano de Demissão Voluntária (PDV) implantado no jornal há cerca de dois anos. Porém, reconhece que "a substituição dos quadros é inevitável".

Leia matéria completa na edição 238 de IMPRENSA