Projeto de jornalista reúne “coroas” pela internet em busca de um novo amor
“Encontrar uma companhia é a coisa mais fácil do mundo, companheira não”, salienta Airton Gontow, jornalista responsável pelo Coroa Metade.
Atualizado em 18/08/2014 às 13:08, por
Christh Lopes*.
Após uma desventura amorosa, o jornalista Airton Gontow encontrou uma série de dificuldades em encontrar uma nova parceria. No entanto, percebeu que outras pessoas mais maduras vivenciavam os mesmos problemas. Para dar uma força a quem procura um novo amor na chamada "melhor fase da vida", ele criou o site de relacionamentos . Após dois anos, o projeto deve ganhar um jornal aperfeiçoado para a terceira idade, com conteúdos diversificados.
Crédito:Divulgação Airton Gontow criou o site Coroa Metade inspirado em suas experiências amorosas
Sem uma plataforma digital que pudesse auxiliar na busca pela sua cara metade, Gontow conta que conseguiu se casar novamente e deixou a história repleta de percalços no amor “adormecida”. Mas foi numa festa de amigos que ele percebeu que 60% dos antigos colegas eram solteiros, viúvos ou divorciados e viviam situação semelhante à qual tinha passado anteriormente. “Voltei para casa pensando em criar algo para esse público. Aí surgiu a ideia de criar um site de relacionamento. Como existem muitos, teria de ser um específico para o público maduro. Às três da manhã acordei minha esposa e disse: 'Já sei. É Coroa Metade!'”.
Apesar da identificação com o nome do projeto, ele ressalta que fez pesquisas de mercado, já que não sabia se as pessoas gostariam de ser chamadas de coroas. Para isso, “chantageou” seus melhores amigos com um churrasco em troca de ajuda no levantamento. “Eu falava para as pessoas: ‘Você assinaria o jornal dos coroas? Você viajaria no cruzeiro dos coroas?’ E tivemos a felicidade de ter 74% de aprovação. As pessoas entenderam que hoje coroa é uma coisa quase cult”, conta.
Jornal deve ganhar nova cara e formato
Prestes a completar dois anos, o site de relacionamentos Coroa Metade deve reforçar seu lado editorial. O de mesmo nome hospedado na ferramenta passa por mudanças que visam aperfeiçoar e criar um espaço para a circulação de conteúdos voltados ao público alvo do projeto. “Eu trabalhei anos em vários jornais do Brasil e estou muito empenhado agora em pensar editorialmente. Nas últimas semanas, discutimos diagramação e devemos contar com colunistas que falem sobre direito de família, sexualidade, turismo... Enfim, vai ser muito legal. Estou bem feliz”.
Conhecido pelas suas famosas crônicas no meio jornalístico, Gontow revela que vive um dilema em torno de voltar ou não a se dedicar aos curtos textos. “Até hoje eu mando algumas crônicas para à Placar , alguns lugares, e cada vez mais sinto que devo escrever mais no site e ter dentro do site uma coluna de esportes”.
O jornalista afirma que pretende escrever, principalmente, sobre temas do cotidiano. “Sabe aquela cena que todo mundo vive, que é super bacana e que a gente deixou de perceber o quão bonito é? É sobre isso que quero falar”.
Crédito:Divulgação Página reúne "coroas" que procuram um novo amor
Sobre a linguagem do site, ele disse que não precisa ser mais descritiva, já que seu público figura entre as classes A, B e C, com mais presença das duas primeiras. “A grande quantidade de pessoas tem um ótimo nível cultural e, embora o nome seja Coroa Metade, tenho quase 50% do público entre 40 e 50 anos, e 30% de 50 a 60 anos. Então, são pessoas que estão no auge da vida intelectual”.
Experiência ajudou a alavancar o site
Sobre o sucesso da iniciativa, Airton Gontow afirma que o jornalismo o ajudou a saber como divulgar uma notícia e mostrar ao público a relevância do assunto. “Sabe que no começo foi muito difícil? Saiu uma matéria num jornal paraense. Entraram dez pessoas. São as dez primeiras que estão no site pela região. Como vão gostar do site se elas colocam suas preferências e não encontram ninguém? Então, no começo eu tive muita gente entrando e muita gente logo depois saindo. Quanto mais gente, mais fácil fica o site dar certo”, diz o jornalista..
O grande passo para fazer o site virar notícia foi a busca por personagens. “É muito difícil encontrá-los. A mídia gosta de pessoas para serem entrevistadas e, como jornalista, nunca vou colocar personagens inventados”, afirma.
Entre os exemplos que mais lhe chamaram a atenção está uma reportagem da Record sobre seu projeto. "Eles me levaram para conhecer um casal que se conheceu no Coroa Metade. Foi muito bacana. Foi o próprio casal quem sugeriu a pauta a eles”.
Apesar de tentar não se emocionar, Gontow não resistiu em foi às lágrimas. "Eu esperava ver fotos de casamento, mas quando vi as fotos dos filhos, gente que há pouco nem se conhecia e agora estão abraçados no sofá, não aguentei e desabei”, relata.
"Eu devo ser um dos poucos empresários em todo o Brasil que fico feliz a cada cliente que perco. Sempre recebo mensagens dizendo - estou saindo do site porque encontrei alguém - é muito bacana. Minha missão foi cumprida", conclui.
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves
Crédito:Divulgação Airton Gontow criou o site Coroa Metade inspirado em suas experiências amorosas
Sem uma plataforma digital que pudesse auxiliar na busca pela sua cara metade, Gontow conta que conseguiu se casar novamente e deixou a história repleta de percalços no amor “adormecida”. Mas foi numa festa de amigos que ele percebeu que 60% dos antigos colegas eram solteiros, viúvos ou divorciados e viviam situação semelhante à qual tinha passado anteriormente. “Voltei para casa pensando em criar algo para esse público. Aí surgiu a ideia de criar um site de relacionamento. Como existem muitos, teria de ser um específico para o público maduro. Às três da manhã acordei minha esposa e disse: 'Já sei. É Coroa Metade!'”.
Apesar da identificação com o nome do projeto, ele ressalta que fez pesquisas de mercado, já que não sabia se as pessoas gostariam de ser chamadas de coroas. Para isso, “chantageou” seus melhores amigos com um churrasco em troca de ajuda no levantamento. “Eu falava para as pessoas: ‘Você assinaria o jornal dos coroas? Você viajaria no cruzeiro dos coroas?’ E tivemos a felicidade de ter 74% de aprovação. As pessoas entenderam que hoje coroa é uma coisa quase cult”, conta.
Jornal deve ganhar nova cara e formato
Prestes a completar dois anos, o site de relacionamentos Coroa Metade deve reforçar seu lado editorial. O de mesmo nome hospedado na ferramenta passa por mudanças que visam aperfeiçoar e criar um espaço para a circulação de conteúdos voltados ao público alvo do projeto. “Eu trabalhei anos em vários jornais do Brasil e estou muito empenhado agora em pensar editorialmente. Nas últimas semanas, discutimos diagramação e devemos contar com colunistas que falem sobre direito de família, sexualidade, turismo... Enfim, vai ser muito legal. Estou bem feliz”.
Conhecido pelas suas famosas crônicas no meio jornalístico, Gontow revela que vive um dilema em torno de voltar ou não a se dedicar aos curtos textos. “Até hoje eu mando algumas crônicas para à Placar , alguns lugares, e cada vez mais sinto que devo escrever mais no site e ter dentro do site uma coluna de esportes”.
O jornalista afirma que pretende escrever, principalmente, sobre temas do cotidiano. “Sabe aquela cena que todo mundo vive, que é super bacana e que a gente deixou de perceber o quão bonito é? É sobre isso que quero falar”.
Crédito:Divulgação Página reúne "coroas" que procuram um novo amor
Sobre a linguagem do site, ele disse que não precisa ser mais descritiva, já que seu público figura entre as classes A, B e C, com mais presença das duas primeiras. “A grande quantidade de pessoas tem um ótimo nível cultural e, embora o nome seja Coroa Metade, tenho quase 50% do público entre 40 e 50 anos, e 30% de 50 a 60 anos. Então, são pessoas que estão no auge da vida intelectual”.
Experiência ajudou a alavancar o site
Sobre o sucesso da iniciativa, Airton Gontow afirma que o jornalismo o ajudou a saber como divulgar uma notícia e mostrar ao público a relevância do assunto. “Sabe que no começo foi muito difícil? Saiu uma matéria num jornal paraense. Entraram dez pessoas. São as dez primeiras que estão no site pela região. Como vão gostar do site se elas colocam suas preferências e não encontram ninguém? Então, no começo eu tive muita gente entrando e muita gente logo depois saindo. Quanto mais gente, mais fácil fica o site dar certo”, diz o jornalista..
O grande passo para fazer o site virar notícia foi a busca por personagens. “É muito difícil encontrá-los. A mídia gosta de pessoas para serem entrevistadas e, como jornalista, nunca vou colocar personagens inventados”, afirma.
Entre os exemplos que mais lhe chamaram a atenção está uma reportagem da Record sobre seu projeto. "Eles me levaram para conhecer um casal que se conheceu no Coroa Metade. Foi muito bacana. Foi o próprio casal quem sugeriu a pauta a eles”.
Apesar de tentar não se emocionar, Gontow não resistiu em foi às lágrimas. "Eu esperava ver fotos de casamento, mas quando vi as fotos dos filhos, gente que há pouco nem se conhecia e agora estão abraçados no sofá, não aguentei e desabei”, relata.
"Eu devo ser um dos poucos empresários em todo o Brasil que fico feliz a cada cliente que perco. Sempre recebo mensagens dizendo - estou saindo do site porque encontrei alguém - é muito bacana. Minha missão foi cumprida", conclui.
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves





