Projeto da Globo sucateia jornalismo, dizem entidades
Projeto da Globo sucateia jornalismo, dizem entidades
Atualizado em 29/04/2011 às 17:04, por
Redação Portal IMPRENSA.
O projeto "Parceiros do RJ", do telejornal "RJTV", da Rede Globo carioca, foi repudiado por entidades de classe que acusam a emissora de utilizar mão de obra barata para substituir jornalistas profissionais e sucatear a profissão.
Em carta enviada à emissora, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (SJPMRJ) e a Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Estado do Rio de Janeiro (Arfoc), cobram o cumprimento do pré-acordo da Globo promete com as entidades no início do projeto: veiculação de depoimentos de moradores de comunidades carentes; não o uso deles como repórteres.
O protesto das representações sindicais ocorre, sobretudo, em razão de uma reportagem do projeto que dura quatro minutos, e, na concepção das entidades, contradiz o acordo.
"Um exemplo gritante de que a TV Globo prometeu uma coisa e faz outra", critica a carta, "é a matéria que foi ao ar no dia 25 de abril último, segunda-feira, no RJTV 1ª Edição sobre o aniversário de 131 anos do Instituto de Educação, na Tijuca", diz trecho da carta enviada na tarde desta sexta-feira (29).
"(...) percebemos que está acontecendo exatamente aquilo que o Sindicato e muitos jornalistas temiam: repórteres e repórteres cinematográficos estão sendo substituídos por jovens inexperientes submetidos a um rápido treinamento, e a baixo custo, numa precarização inadmissível do mercado de trabalho", observa a carta.
Portal IMPRENSA tenta contato com a Rede Globo para comentar o assunto.
Veja o vídeo que gerou o protesto das entidades.
Ex-comandante do Bope como repórter
Esta não é a primeira vez que o "RJTV" é questionado por utilizar profissionais de outras áreas no jornalismo.
Durante a cobertura da invasão do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro, no ano passado, o comentarista Rodrigo Pimentel, ex-comandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope), atuou como repórter, o que irritou a representação sindical.
"O erro da TV Globo torna-se ainda mais grave porque, ao confundir a figura de um policial com a de repórteres, expõe a riscos ainda maiores os profissionais da imprensa em geral que cobrem a violência na cidade, e não apenas os daquela emissora, tornando-os alvos em potencial de bandidos", afirmou o sindicato à época.
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Em carta enviada à emissora, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (SJPMRJ) e a Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Estado do Rio de Janeiro (Arfoc), cobram o cumprimento do pré-acordo da Globo promete com as entidades no início do projeto: veiculação de depoimentos de moradores de comunidades carentes; não o uso deles como repórteres.
O protesto das representações sindicais ocorre, sobretudo, em razão de uma reportagem do projeto que dura quatro minutos, e, na concepção das entidades, contradiz o acordo.
"Um exemplo gritante de que a TV Globo prometeu uma coisa e faz outra", critica a carta, "é a matéria que foi ao ar no dia 25 de abril último, segunda-feira, no RJTV 1ª Edição sobre o aniversário de 131 anos do Instituto de Educação, na Tijuca", diz trecho da carta enviada na tarde desta sexta-feira (29).
"(...) percebemos que está acontecendo exatamente aquilo que o Sindicato e muitos jornalistas temiam: repórteres e repórteres cinematográficos estão sendo substituídos por jovens inexperientes submetidos a um rápido treinamento, e a baixo custo, numa precarização inadmissível do mercado de trabalho", observa a carta.
Portal IMPRENSA tenta contato com a Rede Globo para comentar o assunto.
Veja o vídeo que gerou o protesto das entidades.
Ex-comandante do Bope como repórter
Esta não é a primeira vez que o "RJTV" é questionado por utilizar profissionais de outras áreas no jornalismo.
Durante a cobertura da invasão do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro, no ano passado, o comentarista Rodrigo Pimentel, ex-comandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope), atuou como repórter, o que irritou a representação sindical.
"O erro da TV Globo torna-se ainda mais grave porque, ao confundir a figura de um policial com a de repórteres, expõe a riscos ainda maiores os profissionais da imprensa em geral que cobrem a violência na cidade, e não apenas os daquela emissora, tornando-os alvos em potencial de bandidos", afirmou o sindicato à época.
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