Programa de entrevistas debate jornalismo de saúde

Cláudia Collucci, repórter especial da Folha de S. Paulo e Arquimedes Pessoni, professor da Universidade Municipal de São Caetano do Sul, debatem sobre a cobertura jornalística da área da saúde no programa “Visões do Jornalismo”.

Atualizado em 10/10/2017 às 13:10, por Redação Portal IMPRENSA.

A iniciativa é do mestrado profissional em jornalismo do Fiam-Faam. Crédito:Fiam-Faam Para Cláudia, os grandes jornais impressos brasileiros perderam espaço em saúde nos últimos anos e os que possuíam editorias específicas as aglutinaram a outras, como ciência, tecnologia e educação. “Toda a crise no mercado também se refletiu na área de saúde”, afirma. Pessoni acredita que as assessorias de imprensa ligadas a empresas farmacêuticas cresceram e investem na temática, enviando sugestões de pautas e fontes para os veículos. “Existe o vício de ter uma fonte só”, opina. A jornalista ressalta que a página de “Saúde” da Folha de S. Paulo é voltada para novos tratamentos e tecnologias, enquanto a editoria de “Cotidiano” é focada no hard news, como políticas públicas, epidemias e planos de saúde.
Sob mediação da professora e apresentadora Juliana Doretto, os profissionais falaram sobre a relação do jornalista com a fonte e a especialização do repórter em saúde. Para Cláudia, falta formação específica desse profissional no Brasil. “Quando o jornalista tem informação, vai atrás de uma fonte mais qualificada, contribui na escolha de uma pauta”.
Nesse sentido, Pessoni complementa que, em algumas faculdades, há a disciplina “Jornalismo Especializado” na grade, mas, segundo ele, é algo bastante breve. “Já na pós-graduação e mestrado, há um pessoal que foi para o mercado e traz a sua demanda para pensar academicamente e propor soluções”. Confira o programa na íntegra:

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