Profissionais debatem como o vídeo na internet pode se tornar um modelo de negócio

Bia Granja, Gustavo Telles e Marcelo Botta debateram o vídeo como modelo de negócio

Atualizado em 18/11/2014 às 16:11, por Gabriela Ferigato.

Durante o “Painel Diálogos III – Vídeo na internet como modelo de negócio”, que aconteceu durante a 3ª edição do mídia.JOR, realizado por IMPRENSA nos dias 17 e 18/11, em São Paulo, Bia Granja, do youPIX, afirmou que o Brasil está passando por uma mudança em relação ao comportamento das marcas com o YouTube.

Crédito:Vanessa Gonçalves Debate aponta caminhos para fazer negócios no YouTube
De acordo com Bia, antes 70% da verba das empresas iam para a Globo, por exemplo, e o restante se dividia nas demais mídias mas, segundo ela, essa realidade está mudando. Também participaram do painel Gustavo Teles (Influencers) e Marcelo Botta (Amada Foca).

Segundo Teles, o objetivo da Influencers é gerar o engajamento na internet por meio de um marketing de influência. Ele destaca que a empresa gera uma média de 150 milhões de views mensais no YouTube, por meio dos influenciadores que trabalham com o grupo.

“Existem algumas formas de gerar negócio com conteúdo na internet. As pessoas podem começar do zero. Nós transformamos a influência de pessoas em dinheiro, tanto para o cliente que anuncia como para o criativo que elaborou o conteúdo. A internet é incrivelmente perfeita porque ela gera métricas que vão provar se o negócio está dando certo ou não, o que pelos meio tradicionais é muito difícil”, diz.

Já o Amada Foca, no ar há um ano, conta com 265 mil inscritos no YouTube. Para Botta, o canal conquistou uma audiência bastante fiel. O profissional conta que o projeto nasceu da MTV Brasil. Junto com outros colegas, Botta dirigiu diversos programas da última direção da emissora.

“Viemos da televisão e quando voltamos para o YouTube tínhamos a dificuldade de não fazer algo televisivo. Estamos acertando a mão no ritmo que a internet pede. Há muita concorrência nesse meio, é difícil reter audiência. O YouTube ainda está se firmando como uma rede social. Precisamos gerar engajamento da audiência”, afirma.

Diante disso, Botta traz o exemplo do Porta dos Fundos, maior canal hoje, mas que a cada 40 views , tem um like. O Amada Foca tem um like a cada seis views , o que demonstra o seu engajamento.

Teles afirma que a internet liberta a pessoas de referências e faz com que a pessoa gere um conteúdo, literalmente, sob demanda, mas os profissionais destacam que vídeo não significa somente YouTube, há outros canais que contribuem no processo, como o Vine.

Sobre a nova campanha do YouTube, exposta em pontos de ônibus, metrôs etc., Botta acredita que a empresa passou a investir de forma mais agressiva diante da “ameaça” do Facebook.

Questionado sobre os melhores caminhos para ganhar dinheiro na plataforma de vídeos do Google, Teles afirma que depende do segmento que a pessoa atua e se já tem influência nele. “O céu é o limite. Depende de quanto a pessoa quer trabalhar”, completa.

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