Profissionais de TV são os menos satisfeitos com a profissão, diz pesquisa

Profissionais de TV são os menos satisfeitos com a profissão, diz pesquisa

Atualizado em 07/08/2008 às 14:08, por Redação Portal IMPRENSA.

Cerca de metade dos jornalistas das redações brasileiras estão satisfeitos com a profissão, e mais de 60% acreditam que no próximo ano a situação vai melhorar. A constatação, feita pelo chamado "Barômetro de Imprensa", é fruto de uma pesquisa da FSB Comunicações, que ouviu 509 jornalistas de todo o país cujos endereços eletrônicos estão cadastrados no Maxpress.

A pesquisa, bimestral, entrevistou os profissionais de mídia sobre questões ligadas à sua atividade e à conjuntura política nacional. A maioria deles se mostrou otimista com as condições de vida e a profissão. No entanto, o estudo constatou que os níveis de satisfação no trabalho variam de acordo com o tipo de mídia e o tempo de profissão.

Os menos contentes são os profissionais de rádio e TV: apenas 38,2% atribuem notas de 8 a 10 ao seu grau de satisfação, enquanto um em cada quatro deu notas de 1 a 5, ao contrário dos resultados predominantes no jornalismo impresso e online.

A pesquisa aponta também que os graus de satisfação variam entre jornalistas de diferentes faixas de experiência. 60% dos entrevistados com 15 a 20 anos de profissão e mais de 50% dos jornalistas com até 5 anos no mercado de trabalho têm alto nível de satisfação (notas de 8 a 10), ao contrário dos profissionais na faixa de 10 a 15 anos; apenas 38,7% estão satisfeitos.

Avaliação dos ministros do Governo Lula

Perguntados sobre impacto na população do trabalho dos diferentes ministros do governo Lula, 69,5% dos jornalistas acreditam que as condições de vida da população melhoraram no mandarinato do presidente.

Apenas um em cada dez (10,6%) crê em deterioração das mesmas condições. Para 15,5% dos profissionais, não houve mudança na situação dos brasileiros, e os demais pesquisados (4,3%) admitiram não saber avaliar o desempenho governamental nesses termos.

O Barômetro da Imprensa revelou também que os profissinais aprovaram os mandatos dos ministros da Educação (Fernando Haddad), Fazenda (Guido Mantega), Casa Civil (Dilma Rousseff) e Saúde (José Gomes Temporão).

Quase metade dos entrevistados qualifica como "boa" ou "ótima" a atuação de Fernando Haddad, e menos de um quinto dos entrevistados reprova o desempenho do ministro. Entretanto, a pesquisa mostra o descontentamento com a área de atuação do titular da pasta.

A educação pública no país é apontada como "ruim" ou "péssima" pela maioria dos jornalistas ouvidos e somente 14% deles sustentam ter havido melhora no setor nos últimos 12 meses. A pior avaliação de Haddad encontra-se em São Paulo. No maior mercado de comunicação do país, o desempenho do ministro da Educação é considerado "ruim" ou "péssimo" por 26,8% dos jornalistas. Os conceitos "bom" e "ótimo" somaram 34,9%, e o "regular" atingiu 38,3% entre os paulistas.

O mesmo acontece com a Saúde: um terço dos entrevistados crê que a saúde pública piorou nos últimos 12 meses, e mais da metade deles não considera ter havido mudança no setor no mesmo período. A maioria, porém, sustenta que a saúde pública no país é "ruim" ou "péssima".

Quatro em cada dez jornalistas consideram "boa" ou "ótima" a atuação do ministro do Desenvolvimento Social, proporção semelhante à obtida pelo conceito "regular". Para 18,6%, a avaliação de Patrus Ananias é "ruim" ou "péssima". Mas a política social associada a ele está mais prestigiada entre os jornalistas que os resultados na saúde e educação: é considerada "ótima" ou "boa".

Ao todo, o Maxpress tem 30.427 profissionais cadastrados. São 59% no Sudeste, 16% no Sul, 9% no Centro-Oeste, 12% no Nordeste e 4% no Norte. Os jornalistas de veículos impressos ocupam 50% do mailing, seguidos por TV (20%), Rádio (16%) e Online (14%). Nesta edição da pesquisa, foram entrevistados 509 jornalistas: 305 de meio impresso, 85 de Rádio e TV e 119 de Online.

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