Profissionais de mídia discutem tendência da publicidade nativa e engajamento na web
É possível engajar a audiência por meio da publicidade online? Como publicar um conteúdo patrocinado sem comprometer a credibilidade da revista?
Atualizado em 23/09/2014 às 17:09, por
Danubia Paraizo.
Essas e outras questões foram tema do debate sobre publicidade nativa, durante a 5th Iberoamerican Magazine Media Conference, nesta terça-feira (23/9), em São Paulo.
O evento promovido pela Associação Nacional de Revistas (ANER) reúne alguns dos principais editores, empresários do mercado de revistas e da publicidade do Brasil e teve início na última segunda-feira (22/9). O debate trouxe as opiniões de José Carlos de Salles Gomes, fundador e presidente do Grupo M&M, Edgardo Martolio, CEO da editora Caras, Fernando Taralli, presidente da agência VML, e Oswaldo Ramos, gerente de marketing da Ford Brasil.
Crédito:Danúbia Paraizo Debate sobre publicidade nativa, durante conferência promovida pela Associação Nacional das Revistas (ANER) Ainda recente no Brasil, a publicidade nativa é vista como grande alternativa para o meio impresso, sobretudo para as revistas. No modelo de negócio, a marca desenvolve junto com a agência ou com a própria publicação um conteúdo jornalístico, sem necessariamente fazer menção sobre a empresa. O formato é bastante popular em sites como o Buzzfeed, Vice e Huffington Post, onde as marcas patrocinam textos, editorias e seções que mais tenham a ver com seu target.
A grande discussão entre os profissionais de mídia girou sobre deixar suficientemente claro para o leitor que o conteúdo que ele está lendo é patrocinado por uma marca e qual é o grau de qualidade e credibilidade desse conteúdo. Entre os participantes do painel, a publicidade nativa, no entanto, não põe fim à separação entre Igreja e Estado. Mesmo que o conteúdo publicitário seja produzido na própria revista, há um grupo de jornalistas separado para se dedicar às peças para que mantenham o mesmo padrão do veículo.
Para Ramos, da Ford, o grande trunfo da publicidade nativa é a geração de conteúdo com credibilidade, daí a importância de a marca ter o apoio de uma agência e profissionais que saibam traduzir isso e que gerem valor.
Como case de publicidade nativa, Taralli, da VML, falou sobre as peças da GE desenvolvidas para as revistas Época Negócios e Galileu na web, além das inserções na GloboNews. A editora Globo e o canal a cabo trazem conteúdos sobre inovação e tecnologia patrocinados pela marca.
Para Martolio, deve-se deixar clara a diferença entre publicidade nativa e matéria paga. O conteúdo patrocinado pelas marcas preza pela qualidade e rigor jornalístico, enquanto a matéria paga visa apenas o lucro sem o compromisso em manter o padrão de credibilidade do veículo.
O profissional fez um paralelo entre o novo formato de mídia e os primeiros carros de Fórmula 1 que receberam a logomarca de patrocinadores. No começo, as pessoas estranhavam, achavam um sacrilégio, mas logo viram que aquilo não comprometeria o desempenho dos pilotos. O mesmo vale para as camisetas de times e as propagandas estampadas.
Apesar de favorável ao modelo, o CEO da Caras é contrário ao uso da publicidade nativa em revistas de hardnews pela possível ameaça à isenção. “Como fazer uma denúncia sobre a Petrobras e na semana seguinte meu departamento comercial vai negociar espaço com o marketing deles para um conteúdo patrocinado?”. As publicações que menos teriam conflitos de interesse são as de entretenimento, defendeu o executivo.
O evento promovido pela Associação Nacional de Revistas (ANER) reúne alguns dos principais editores, empresários do mercado de revistas e da publicidade do Brasil e teve início na última segunda-feira (22/9). O debate trouxe as opiniões de José Carlos de Salles Gomes, fundador e presidente do Grupo M&M, Edgardo Martolio, CEO da editora Caras, Fernando Taralli, presidente da agência VML, e Oswaldo Ramos, gerente de marketing da Ford Brasil.
Crédito:Danúbia Paraizo Debate sobre publicidade nativa, durante conferência promovida pela Associação Nacional das Revistas (ANER) Ainda recente no Brasil, a publicidade nativa é vista como grande alternativa para o meio impresso, sobretudo para as revistas. No modelo de negócio, a marca desenvolve junto com a agência ou com a própria publicação um conteúdo jornalístico, sem necessariamente fazer menção sobre a empresa. O formato é bastante popular em sites como o Buzzfeed, Vice e Huffington Post, onde as marcas patrocinam textos, editorias e seções que mais tenham a ver com seu target.
A grande discussão entre os profissionais de mídia girou sobre deixar suficientemente claro para o leitor que o conteúdo que ele está lendo é patrocinado por uma marca e qual é o grau de qualidade e credibilidade desse conteúdo. Entre os participantes do painel, a publicidade nativa, no entanto, não põe fim à separação entre Igreja e Estado. Mesmo que o conteúdo publicitário seja produzido na própria revista, há um grupo de jornalistas separado para se dedicar às peças para que mantenham o mesmo padrão do veículo.
Para Ramos, da Ford, o grande trunfo da publicidade nativa é a geração de conteúdo com credibilidade, daí a importância de a marca ter o apoio de uma agência e profissionais que saibam traduzir isso e que gerem valor.
Como case de publicidade nativa, Taralli, da VML, falou sobre as peças da GE desenvolvidas para as revistas Época Negócios e Galileu na web, além das inserções na GloboNews. A editora Globo e o canal a cabo trazem conteúdos sobre inovação e tecnologia patrocinados pela marca.
Para Martolio, deve-se deixar clara a diferença entre publicidade nativa e matéria paga. O conteúdo patrocinado pelas marcas preza pela qualidade e rigor jornalístico, enquanto a matéria paga visa apenas o lucro sem o compromisso em manter o padrão de credibilidade do veículo.
O profissional fez um paralelo entre o novo formato de mídia e os primeiros carros de Fórmula 1 que receberam a logomarca de patrocinadores. No começo, as pessoas estranhavam, achavam um sacrilégio, mas logo viram que aquilo não comprometeria o desempenho dos pilotos. O mesmo vale para as camisetas de times e as propagandas estampadas.
Apesar de favorável ao modelo, o CEO da Caras é contrário ao uso da publicidade nativa em revistas de hardnews pela possível ameaça à isenção. “Como fazer uma denúncia sobre a Petrobras e na semana seguinte meu departamento comercial vai negociar espaço com o marketing deles para um conteúdo patrocinado?”. As publicações que menos teriam conflitos de interesse são as de entretenimento, defendeu o executivo.





