Profissionais de imprensa são libertados após detenção por investigar crimes de guerra

Reportagem da AFP publicada nesta quarta (3) em diferentes jornais brasileiros informa que um jornalista da BBC, dois tradutores e um repórter etíopes foram libertados após ficarem detidos pelo exército do país sem acusação formal por quatro dias.

Atualizado em 03/03/2021 às 16:03, por Redação Portal IMPRENSA.

A detenção ocorreu na região do Tigré, norte da Etiópia.
Os tradutores trabalham para o Financial Times. Os outros dois detidos foram o jornalista da BBC Girmay Gebru e o jornalista local Temrat Yemane. Eles foram presos no sábado e estavam trabalhando em uma reportagem sobre a tomada de poder no Tigré pelo exército etíope, em uma operação militar realizada em novembro. Há relatos de que o exército etíope protagonizou um massacre na ocasião. Crédito:Eduardo Soteras/AFP Detenção de profissionais de imprensa ocorreu em região onde organizações internacionais têm denunciado crimes de guerra
As autoridades não explicaram os motivos da detenção. A AFP e o Financial Times alegam ter obtido permissão da Autoridade de Radiodifusão Etíope e do Ministério da Paz para trabalhar na região do Tigré, onde o acesso dos veículos de comunicação foi restringido desde o conflito.
Um dos tradutores relatou que soldados entraram em sua casa em Mekele, capital de Tigré, na sexta-feira passada, e o acusaram de apoiar a Frente de Libertação Popular do Tigré (TPLF, na sigla em inglês), que governou a região até novembro. Um policial com trajes civis que acompanhava os soldados chegou a ameaçar o tradutor com uma pistola na cabeça.