Profissionais da NBC ensinam estudantes de comunicação a contar histórias em SP
Na manhã desta terça-feira (11), os alunos do 4º ano de Jornalismo e RTV da Faculdade Cásper Libero discutiram os bastidores do 10º Workshop
Atualizado em 11/10/2011 às 18:10, por
Luiz Gustavo Pacete.
Internacional de Telejornalismo, realizado por profissionais da rede americana NBC entre os dias 3 e 5 de outubro.
O workshop acontece há 10 anos e é uma parceria entre a faculdade e o Consulado Americano. O objetivo é levar aos futuros profissionais de TV a visão americana de produzir conteúdo audiovisual e compartilhar técnicas de como transformar uma simples reportagem em boas histórias. Na edição deste ano, participaram 25 alunos escolhidos por meio de um processo de seleção baseado em participação e notas.
Norberto Ioavasso/CECL A repórter Kimberly Lohman orienta alunos Para o jornalista e coordenador do workshop, Silvio Henrique Barbosa - à frente da iniciativa há quatro anos - os profissionais da NBC trouxeram um ânimo que falta na televisão brasileira. "O mercado de TV nos EUA é muito competitivo. Você tem 2.200 canais produzindo localmente, regionalmente e nacionalmente. Aqui, no Brasil, contamos com sete emissoras apenas, logo, essa competitividade muda a forma de trabalho dessas pessoas".
No grupo que esteve em São Paulo, na semana passada, estavam o produtor executivo, Charlie Bragale, a editora Charlitta Rodrigues, a repórter Kimberly Lohman Suiters, o repórter cinematográfico Chris Platter, todos da NBC em Washington, e o repórter da NBC na Califórnia, Miguel Almaguer. Todos estão em períodos de férias no seu país de origem e fazem o trabalho de forma voluntária.
Para a aluna Thais Lima, do quarto ano de jornalismo, a convivência com os profissionais serviu para ter uma experiência diferente sobre a forma de ver o jornalismo na TV. "Eles nos mostraram que é possível fazer um bom jornalismo sem ser quadrado. O que vemos hoje, na nossa televisão, é muita formalidade e falta de criatividade". Priscila Yazbek, também aluna, considera que "eles conseguiram nos mostrar que é possível fazer muito mais do que dar uma notícia, mas contar uma história".
Barbosa reforça que a televisão brasileira evoluiu, mas ainda sofre com um formato cansado e não muito criativo. Para ele, a visão regional é uma das realidades para quais as emissoras estão se atentando. "Hoje, no Brasil, temos uma evolução no jornalismo comunitário, algo que já faz parte da cultura americana e que hoje tem mostrado potencial em meio à nossa TV".
Perguntado se os alunos da nova geração de produtores ainda mantêm uma visão romântica de fazer jornalismo na TV, Barbosa ressalta que ainda existe, para muitos jovens, a visão de que jornalismo na TV é somente repórter e apresentador. "Muitos se esquecem de virar funções, como produção, edição e outras tantas de bastidores, mas vejo que, aos poucos, isso muda". Outra questão é a produção de conteúdo para mídias digitais. Para Barbosa, já existe na sala de aula uma visão de que o mercado é bem mais amplo do que aparenta.
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O workshop acontece há 10 anos e é uma parceria entre a faculdade e o Consulado Americano. O objetivo é levar aos futuros profissionais de TV a visão americana de produzir conteúdo audiovisual e compartilhar técnicas de como transformar uma simples reportagem em boas histórias. Na edição deste ano, participaram 25 alunos escolhidos por meio de um processo de seleção baseado em participação e notas.
Norberto Ioavasso/CECL A repórter Kimberly Lohman orienta alunos Para o jornalista e coordenador do workshop, Silvio Henrique Barbosa - à frente da iniciativa há quatro anos - os profissionais da NBC trouxeram um ânimo que falta na televisão brasileira. "O mercado de TV nos EUA é muito competitivo. Você tem 2.200 canais produzindo localmente, regionalmente e nacionalmente. Aqui, no Brasil, contamos com sete emissoras apenas, logo, essa competitividade muda a forma de trabalho dessas pessoas".
No grupo que esteve em São Paulo, na semana passada, estavam o produtor executivo, Charlie Bragale, a editora Charlitta Rodrigues, a repórter Kimberly Lohman Suiters, o repórter cinematográfico Chris Platter, todos da NBC em Washington, e o repórter da NBC na Califórnia, Miguel Almaguer. Todos estão em períodos de férias no seu país de origem e fazem o trabalho de forma voluntária.
Para a aluna Thais Lima, do quarto ano de jornalismo, a convivência com os profissionais serviu para ter uma experiência diferente sobre a forma de ver o jornalismo na TV. "Eles nos mostraram que é possível fazer um bom jornalismo sem ser quadrado. O que vemos hoje, na nossa televisão, é muita formalidade e falta de criatividade". Priscila Yazbek, também aluna, considera que "eles conseguiram nos mostrar que é possível fazer muito mais do que dar uma notícia, mas contar uma história".
Barbosa reforça que a televisão brasileira evoluiu, mas ainda sofre com um formato cansado e não muito criativo. Para ele, a visão regional é uma das realidades para quais as emissoras estão se atentando. "Hoje, no Brasil, temos uma evolução no jornalismo comunitário, algo que já faz parte da cultura americana e que hoje tem mostrado potencial em meio à nossa TV".
Perguntado se os alunos da nova geração de produtores ainda mantêm uma visão romântica de fazer jornalismo na TV, Barbosa ressalta que ainda existe, para muitos jovens, a visão de que jornalismo na TV é somente repórter e apresentador. "Muitos se esquecem de virar funções, como produção, edição e outras tantas de bastidores, mas vejo que, aos poucos, isso muda". Outra questão é a produção de conteúdo para mídias digitais. Para Barbosa, já existe na sala de aula uma visão de que o mercado é bem mais amplo do que aparenta.
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