Professor da PUC-SP critica apego às técnicas multimídia no jornalismo

“Quando se fala em mercado de trabalho, fala-se muito em multimídia, mas pouco se fala do jornalismo em si”, disse Marcos Cripa, professor de jornalismo da PUC-SP.

Atualizado em 07/10/2013 às 12:10, por Mauricio Kanno.

uol.com.br/content_file_storage/2013/10/07/Cripa%20%20Foto.%20Alf%20Ribeiro12.jpg"> Professor acha que multimídia é bom para o empregador

O professor e veterano jornalista fez seu comentário antes do início do segundo debate do seminário mídia.JOR, no qual foi um dos palestrantes. O evento começou nesta segunda-feira (7/10) e é organizado por IMPRENSA.


Na plateia antes de seu debate, uma pergunta de um participante chamou a atenção de Cripa. A questão, direcionada a Ascânio Seleme, diretor de Redação de O Globo , vinha saber qual o perfil do jornalista ideal para estar no jornal.


“Queria que ele dissesse que desejava um grande jornalista, o que se mede mesmo pelo comportamento jornalístico. Não necessariamente que se cobrassem técnicas de multimídia, que são importantes, mas nem tanto quanto o profissional de fato, curioso, de antena ligada.”


O jornalista considera que, de fato, o mercado deseja que o profissional faça de tudo. “Isso é de muito interesse do patrão; mas e para o jornalista?”, questiona.


Ainda assim, ele lembra que mesmo ele, na década de 1970, também passou pelo dilema das diferentes mídias, que já existiam. “O que há são outras mídias agora, com a internet.”



O mídia.JOR acontece nos dias 07, 08 e 09/10, no teatro da Aliança Francesa, em São Paulo (SP). O evento, realizado por IMPRENSA, é patrocinado pela Oi, com apoio da Aliança Francesa, Fenaj, Abert, Abradi, Aner e ANJ.


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