Prodígios da tevê contam suas experiências com a telinha depois da fama
Quem nunca sonhou, quando criança, ser um astro ou estrela de tevê? Poder conhecer todos os atores, assim como aquela garotinha da novela. Brincar de entrevistar pessoas famosas ou empunhar um microfone para cantar aquela música que todo mundo sabe de cor e salteado?
Atualizado em 06/11/2013 às 16:11, por
Igor dos Santos*.
O sonho de muitos é realidade para alguns.
Crédito:Cedoc/Globo - Estevan Avellar/ Globo - Reprodução - Arquivo Pessoal Prodígios da tevê ontem e hoje Muitas crianças despontam na tevê bem cedo. Ou porque representam muito bem, ou porque não se importam em ser simplesmente crianças, sem se intimidar com câmeras, luzes e produtores acompanhando suas brincadeiras. Um dos exemplos atuais dessas crianças prodígio é a atriz Maisa, ex-apresentadora do SBT. No entanto, a pergunta que não quer calar é: o que fazem essas crianças depois que perdem a inocência da idade e as bochechas rosadas?
Algumas se sentem tão em casa nos estúdios, que se mantêm na televisão, ainda que a função deixe de lado o glamour de frente das câmeras.
Atores, cantores
Pedro Vasconcelos, 39 anos, fez diversos trabalhos como ator mirim e hoje trabalha como diretor na Rede Globo. Segundo ele, a vontade de entender todos os processos envolvidos na produção da “caixinha mágica” o fez mudar de lado. “A vontade de interagir mais com todos os processos de produção e criação de um programa de televisão, participando de todas as etapas preliminares até que ele seja transmitido me fez deixar de lado a atuação.”
Assim como Vasconcelos, Luiz Carlos Figueiredo Mello, o Juninho Bill, 36, ex-cantor do “Trem da Alegria”, grupo musical infantil que vendeu mais de 4 milhões de cópias entre 1984 e 1992, era figurinha fácil na tevê. Atualmente, formado em jornalismo, é coordenador de estúdio do “Agora é Tarde”, com Danilo Gentili, exibido pela Band. “Minha vida é um correria danada, mas como sou uma pessoa agitada, gosto muito do que faço.”
Outra ex-integrante do “Trem da Alegria” que também atua na tevê, mas não nos bastidores é Amanda Acosta. Na TV Cultura, a cantora apresenta o programa “Inglês com Música” e, na novela “Chiquititas”, do SBT, interpreta a personagem Letícia. Amanda, com 35 anos, diz que se manteve na área de comunicação por amor. “Vivo para isso, minha profissão é a minha vida. Desde pequena, costumo dizer que a minha profissão me escolheu antes de eu a escolher”, afirma. “Apresentar um programa com plateia é diferente, pois você está com o público, mas ao mesmo tempo você está com câmeras.
Então, é uma adaptação. No começo, eu senti uma pequena dificuldade porque foi como se estivesse em um show. Mas depois de alguns acertos, deu tudo certo”, conta. “Nem cheguei a cogitar a ideia de sair do meio artístico.”
Sucesso na infância O período da vida que lhes marcou é lembrado como uma época feliz. Mello diz que o que mais sente falta é da vida sem compromisso e das pessoas não o reconhecerem pelo trabalho no “Trem da Alegria”. “Se reconhecem, não falam.” Amanda diz que viveu tudo tão bem, que não sente saudades. “É muito legal poder falar isso, que eu vivi tão intensamente, que aproveitei o máximo, que foi satisfatória a vivencia ali.”
Vasconcelos afirma que o que mais sente falta “é do tempo livre que o ator precisa para a composição de seus personagens”. “Decorar textos também é uma atividade extremamente prazerosa e saudável”, conta. O diretor da TV Globo diz que as pessoas ainda se lembram das novelas “Vamp” e do seriado “Riacho Doce”. “Foram trabalhos muito legais que ainda rendem muitas alegrias”.
Ainda que tenham tomado rumos diferentes, ao menos dois deles longe das telinhas, mas atrás das câmeras, a arte está totalmente presente na vida dos três. “Tenho vontade de fazer shows novamente. É uma outra energia.” O diretor de novelas conta que sente falta de trabalhar como ator, mas que não pretende voltar a fazê-lo por enquanto. “Tenho responsabilidades a cumprir como diretor, não pretendo voltar a atuar agora. Acho muito difícil conciliar as duas coisas, mas admiro quem consegue”, afirma. O ex-“Trem da Alegria” conta que sempre tem projetos novos para a música. Fez parte, inclusive, de uma banda chamada “Astros”. “Não vivo sem a música”, afirma.
E o futuro... Sobre os planos para o futuro, as visões são as mais variadas. Enquanto “Juninho Bill” projeta um futuro de paz e sossego, vivendo em um sítio, Vasconcelos está de olho em seu novo projeto, “A Teia”, que terá direção de núcleo do Rogério Gomes, o Papinha. “Trata-se de uma série policial com João Miguel, Paulo Vilhena, Andreia Horta e grande elenco. Atores sensacionais. A série tem autoria de Bráulio Montovani e Carolina Kotscho. Tem tudo para ser um grande sucesso.”
A apresentadora da TV Cultura diz que tem vários projetos, mas que só pode divulgar na hora certa. Ela critica a dificuldade de se viver de arte no Brasil e diz que é necessário mais compromisso e seriedade com a área no país. “Tenho projetos, mas ainda não posso revelar. Estou na ‘Chiquititas’ agora, e o programa ‘Inglês com Musica’ voltou, está reprisando na TV Cultura. Vamos torcer pra gente voltar a gravar em breve. Tem coisas muito boas acontecendo.”
*Com supervisão de Thaís Naldoni
Crédito:Cedoc/Globo - Estevan Avellar/ Globo - Reprodução - Arquivo Pessoal Prodígios da tevê ontem e hoje Muitas crianças despontam na tevê bem cedo. Ou porque representam muito bem, ou porque não se importam em ser simplesmente crianças, sem se intimidar com câmeras, luzes e produtores acompanhando suas brincadeiras. Um dos exemplos atuais dessas crianças prodígio é a atriz Maisa, ex-apresentadora do SBT. No entanto, a pergunta que não quer calar é: o que fazem essas crianças depois que perdem a inocência da idade e as bochechas rosadas?
Algumas se sentem tão em casa nos estúdios, que se mantêm na televisão, ainda que a função deixe de lado o glamour de frente das câmeras.
Atores, cantores
Pedro Vasconcelos, 39 anos, fez diversos trabalhos como ator mirim e hoje trabalha como diretor na Rede Globo. Segundo ele, a vontade de entender todos os processos envolvidos na produção da “caixinha mágica” o fez mudar de lado. “A vontade de interagir mais com todos os processos de produção e criação de um programa de televisão, participando de todas as etapas preliminares até que ele seja transmitido me fez deixar de lado a atuação.”
Assim como Vasconcelos, Luiz Carlos Figueiredo Mello, o Juninho Bill, 36, ex-cantor do “Trem da Alegria”, grupo musical infantil que vendeu mais de 4 milhões de cópias entre 1984 e 1992, era figurinha fácil na tevê. Atualmente, formado em jornalismo, é coordenador de estúdio do “Agora é Tarde”, com Danilo Gentili, exibido pela Band. “Minha vida é um correria danada, mas como sou uma pessoa agitada, gosto muito do que faço.”
Outra ex-integrante do “Trem da Alegria” que também atua na tevê, mas não nos bastidores é Amanda Acosta. Na TV Cultura, a cantora apresenta o programa “Inglês com Música” e, na novela “Chiquititas”, do SBT, interpreta a personagem Letícia. Amanda, com 35 anos, diz que se manteve na área de comunicação por amor. “Vivo para isso, minha profissão é a minha vida. Desde pequena, costumo dizer que a minha profissão me escolheu antes de eu a escolher”, afirma. “Apresentar um programa com plateia é diferente, pois você está com o público, mas ao mesmo tempo você está com câmeras.
Então, é uma adaptação. No começo, eu senti uma pequena dificuldade porque foi como se estivesse em um show. Mas depois de alguns acertos, deu tudo certo”, conta. “Nem cheguei a cogitar a ideia de sair do meio artístico.”
Sucesso na infância O período da vida que lhes marcou é lembrado como uma época feliz. Mello diz que o que mais sente falta é da vida sem compromisso e das pessoas não o reconhecerem pelo trabalho no “Trem da Alegria”. “Se reconhecem, não falam.” Amanda diz que viveu tudo tão bem, que não sente saudades. “É muito legal poder falar isso, que eu vivi tão intensamente, que aproveitei o máximo, que foi satisfatória a vivencia ali.”
Vasconcelos afirma que o que mais sente falta “é do tempo livre que o ator precisa para a composição de seus personagens”. “Decorar textos também é uma atividade extremamente prazerosa e saudável”, conta. O diretor da TV Globo diz que as pessoas ainda se lembram das novelas “Vamp” e do seriado “Riacho Doce”. “Foram trabalhos muito legais que ainda rendem muitas alegrias”.
Ainda que tenham tomado rumos diferentes, ao menos dois deles longe das telinhas, mas atrás das câmeras, a arte está totalmente presente na vida dos três. “Tenho vontade de fazer shows novamente. É uma outra energia.” O diretor de novelas conta que sente falta de trabalhar como ator, mas que não pretende voltar a fazê-lo por enquanto. “Tenho responsabilidades a cumprir como diretor, não pretendo voltar a atuar agora. Acho muito difícil conciliar as duas coisas, mas admiro quem consegue”, afirma. O ex-“Trem da Alegria” conta que sempre tem projetos novos para a música. Fez parte, inclusive, de uma banda chamada “Astros”. “Não vivo sem a música”, afirma.
E o futuro... Sobre os planos para o futuro, as visões são as mais variadas. Enquanto “Juninho Bill” projeta um futuro de paz e sossego, vivendo em um sítio, Vasconcelos está de olho em seu novo projeto, “A Teia”, que terá direção de núcleo do Rogério Gomes, o Papinha. “Trata-se de uma série policial com João Miguel, Paulo Vilhena, Andreia Horta e grande elenco. Atores sensacionais. A série tem autoria de Bráulio Montovani e Carolina Kotscho. Tem tudo para ser um grande sucesso.”
A apresentadora da TV Cultura diz que tem vários projetos, mas que só pode divulgar na hora certa. Ela critica a dificuldade de se viver de arte no Brasil e diz que é necessário mais compromisso e seriedade com a área no país. “Tenho projetos, mas ainda não posso revelar. Estou na ‘Chiquititas’ agora, e o programa ‘Inglês com Musica’ voltou, está reprisando na TV Cultura. Vamos torcer pra gente voltar a gravar em breve. Tem coisas muito boas acontecendo.”
*Com supervisão de Thaís Naldoni





