Procuradoria vê como improcedente ação de Bolsonaro contra a Folha

Ação foi movida pela chapa de Jair Bolsonaro por conta da reportagem “Empresários bancam campanha contra o PT pelo WhatsApp”

Atualizado em 22/08/2019 às 10:08, por Redação Portal IMPRENSA.

A Procuradoria-Geral Eleitoral manifestou-se contra uma ação movida pela chapa de Jair Bolsonaro contra o presidente do Grupo Folha, Luiz Frias, a acionista do jornal Maria Cristina Frias e a repórter Patrícia Campos Mello por conta da reportagem “Empresários bancam campanha contra o PT pelo WhatsApp”.
Crédito:Reprodução Publicada no dia 18 de outubro, a reportagem revelou que empresários impulsionaram disparos em massa por WhatsApp contra o PT.

“A matéria não aponta nenhuma prova, apenas tece narrativa não corroborada por depoimentos, nem documentos. A Folha utilizou seus recursos empresariais para interferir diretamente no pleito eleitoral”, afirmaram os advogados de Bolsonaro na ação.

Para o vice-procurador-geral eleitoral, Humberto Jacques de Medeiros, “as críticas de caráter político estão compreendidas [...] no campo da liberdade de expressão”. Segundo ele, não ficou demonstrado que a publicação desequilibrou a disputa na eleição.

“Nós esperamos que a decisão do TSE seja no sentido da improcedência”, disse o advogado Luís Francisco Carvalho Filho, que representa a Folha.

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Jorge Mussi, já havia negado, em decisão liminar (provisória), um pedido dos advogados de Bolsonaro para que a Folha apresentasse os documentos que embasaram a reportagem.

A ação está no gabinete de Mussi para apreciação da manifestação do Ministério Público. Ele poderá decidir pelo arquivamento ou pela continuidade do processo.